jan e fev 2026

ORDEM TERCEIRA




ORDEM TERCEIRA

DO CARMO PERIÓDICO BIMESTRAL JANEIRO E FEVEREIRO ED. 17 - ANO 2026 Fraternidade Santa Teresinha da Campanha A Voz do Carmelo TRADIÇÃO VIVA: FÉ, COMUNHÃO E CAMINHO NO CARMELO No coração da vida carmelitana, a revisão de vida e a correção fraterna não são pesos, mas sinais de maturidade espiritual. Onde há caridade verdadeira, a palavra que corrige não fere: cura, reconduz e reacende o caminho comum rumo à salvação. Pág. 3 Entre pedras vivas e muros seculares, a dedicação da Catedral da Campanha recorda que a fé cristã não se limita à arquitetura, mas atravessa gerações como comunhão viva: um povo reunido em torno da Eucaristia, guiado pelo pastor e edificado como templo espiritual no coração da história. Pág. 5 Quando o Pastor chega, a Igreja se reconhece: não como construção de pedra, mas como Corpo reunido em torno de Cristo vivo na Eucaristia — onde a sucessão apostólica, a sinodalidade e o amor pastoral tecem comunhão, missão e esperança na caminhada de um povo chamado à fidelidade. Pág. 7 Seis anos depois da chama renascida, o Carmelo na Campanha revela que o fogo de Deus não se extingue sob as cinzas: ele reaquece no silêncio, forma corações, fortalece raiz, e conduz leigos em fidelidade, oração e missão, revelando que a tradição vive e impulsiona o futuro. Pág. 9

ORDEM TERCEIRA

Caríssimos

leitores Nesta edição bimestral, A Voz do Carmelo convida o leitor a contemplar a fé que permanece, amadurece e atravessa o tempo como fogo guardado sob as cinzas. Entre memória e esperança, o jornal retoma as raízes que sustentam a Igreja e o Carmelo, lembrando que tradição não é apego ao passado, mas fidelidade viva. Celebramos a dedicação da Catedral, sinal visível de uma Igreja edificada por pedras vivas, onde a história se torna oração e o espaço sagrado revela a comunhão do povo de Deus. A catedral, mais que paredes, é cátedra, missão e envio: lugar onde a fé se reconhece e se renova. Este número também reflete sobre o pastoreio episcopal e o tempo presente da Igreja, marcado por desafios, purificações e perseverança silenciosa. Seis anos de caminhada recordam que o verdadeiro vigor não está no barulho, mas na constância de quem permanece fiel ao essencial. Pág 2 Entre oração, história e discernimento, esta edição deseja reacender no leitor o amor pela Igreja concreta, encarnada e peregrina. Que estas páginas ajudem cada carmelita e cada fiel a ouvir, no hoje da história, a antiga e sempre nova Voz que chama ao seguimento. Editor ORDEM TERCEIRA DO CARMO - FRATERNIDADE SANTA TERESINHA DA CAMPANHA

Caríssimos

Regra do Carmo, número 15

51 oremún ,omraC od argeR Revisão de vida e correção fraterna anretarf oãçerroc e adiv ed oãsiveR Do silêncio ao encontro: ponte com o n. 14 da Regra No número 14, a Regra nos colocou no território sagrado do silêncio: a cela, o recolhimento, o coração vigiado. Ali, cada irmão aprende a escutar Deus sem ruído, a encarar a própria verdade sem maquiagem espiritual. Mas a Regra é sábia e antiga: ela sabe que silêncio sem comunidade vira isolamento, e oração sem confronto fraterno pode virar autoengano piedoso. É exatamente aqui que entra o número 15. Depois de nos ensinar a calar, a Regra nos ensina a falar — mas do jeito certo, na hora certa, com o coração certo. Do ermo interior, passamos ao encontro comunitário. Do exame pessoal, à revisão de vida em comum. O Carmelo não é fuga do irmão; é escola de amor concreto. O domingo como lugar de verdade Historicamente, este número nasce no chão da vida real dos primeiros carmelitas, ainda no Oriente, sob a Regra dada por Santo Alberto de Jerusalém. Eram homens de oração intensa, mas não eremitas soltos: viviam uma vida comum austera, onde a salvação não era projeto individual, mas caminho partilhado. O domingo — dia do Senhor, dia da Ressurreição — tornase o espaço privilegiado da revisão de vida. Não para fiscalizar consciências, mas para recolocar a comunidade inteira diante do essencial: estamos vivendo como irmãos? Estamos buscando, de fato, a salvação das almas? A correção fraterna aparece aqui não como punição, mas como remédio evangélico. Quem ama, corrige. Quem cala por comodismo, abandona. A Regra é clara, direta, sem sentimentalismo: os excessos e culpas devem ser corrigidos — por meio da caridade. Sem caridade, vira violência; sem correção, vira mentira coletiva. Salvação comunitária é sempre Teologicamente, o número 15 é um soco suave — mas firme — na nossa tendência moderna ao “cada um com sua espiritualidade”. A Regra afirma, sem pedir licença, que a salvação das almas é responsabilidade comunitária. Revisar a vida juntos é reconhecer que o pecado nunca é só privado, e que a virtude nunca é só mérito individual. O irmão é espelho, às vezes incômodo, às vezes salvador. A correção fraterna, quando vivida na caridade, torna-se ato de misericórdia e também de humildade: hoje eu corrijo, amanhã sou corrigido. Aqui pulsa a mística carmelitana mais autêntica: subir o Monte não é competição espiritual, é cordada. Se um escorrega, os outros seguram. Se alguém se perde, a comunidade chama de ORDEM TERCEIRA DO CARMO - FRATERNIDADE SANTA TERESINHA DA CAMPANHA Pág 3

Regra do Carmo, número 15

volta.

O Monte continua — e a subida fica mais exigente. Vivência comunitária: coraVerdade em Comunhão gem, verdade e amor Na prática, o nº 15 pede três virtudes raras: coragem, verdade e amor. Coragem para falar sem agressividade. Verdade sem máscaras devocionais. Amor que não passa a mão na cabeça, mas também não humilha. Revisão de vida não é reunião administrativa nem terapia em grupo. É ato espiritual. É colocar a comunidade diante de Deus e perguntar, sem drama e sem cinismo: onde estamos falhando? onde precisamos converter o coração? Dói? Às vezes. Salva? Sempre. O Carmelo não forma monges de porcelana, mas irmãos de carne e osso, lapidados pelo atrito da convivência e pela graça que age justamente aí. Da Correção à Perse-verança no Seguimento Ao nos chamar à revisão de vida e à correção fraterna, a Regra prepara o terreno para os próximos passos do caminho carmelitano: a obediência concreta, a humildade diária e a perseverança no seguimento de Cristo. Quem aprende a ser corrigido com amor está pronto para obedecer com liberdade e servir com inteireza. Pág 4 No silêncio aprendi a escutar, na assembleia, a me deixar provar. O irmão me diz, sem me ferir, o que preciso ouvir para subir. Reunidos à luz do Senhor, corrige-se a falha com santo amor. Não é juízo, nem acusação, é remédio que cura o coração. Quem foge da verdade cai só, quem aceita a correção, sobe com dó. No Carmelo, a regra é clara e fiel: ninguém se salva sozinho no céu. Vocacional No Carmelo, a vocação não é enfeite nem fuga: é caminho de fidelidade vivido no mundo. Deus chama homens e mulheres para caminhar juntos, porque a santidade floresce melhor quando é vivida em família. Ser carmelita é aprender a unir oração e vida, silêncio e ação, numa espiritualidade antiga que sustenta o coração no cotidiano. A Ordem Terceira do Carmo é esse caminho. Escaneie o QR code: Saiba mais! Por Ir. Alan Lucas de Lima, OTC Carmelita Secular da Antiga Observância No Carmelo, AMAR É TAMBÉM TER CORAGEM DE DIZER A VERDADE — SEMPRE DE JOELHOS DIANTE DE DEUS. ORDEM TERCEIRA DO CARMO - FRATERNIDADE SANTA TERESINHA DA CAMPANHA

volta.

Aniversário da Dedicação da

Catedral da Campanha celebra a fé que atravessa gerações seõçareg assevarta euq éf a arbelec ahnapmaC ad lardetaC ad oãçacideD ad oirásrevinA A data recorda a missão espiritual do templo e o papel dos fiéis como pedras vivas da comunidade cristã. A relação entre o povo de Deus e o espaço sagrado atravessa séculos e permanece como um dos pilares da experiência religiosa. No Antigo Testamento, o templo era o centro da vida espiritual e social, lugar onde o povo se reunia para celebrar a presença divina. O salmista expressa essa alegria ao afirmar: “Alegrei-me quando me disseram: vamos à casa do Senhor” (Sl 122,1). Jesus, fiel às tradições de seu povo, também frequentava o templo, participando das festas e ensinando em seus átrios. A importância do espaço sagrado, portanto, acompanha toda a história da fé. Nos primeiros séculos do cristianismo, porém, não existiam templos dedicados ao culto. As comunidades se reuniam nas casas, chamadas domus ecclesiæ, onde parti- tilhavam a Palavra e celebravam a Eucaristia. O livro dos Atos dos Apóstolos registra que os discípulos “se reuniam nas casas para partir o pão” (At 2,46), revelando a simplicidade e a força da fé nascente. Essa realidade mudou a partir de 313, quando o imperador Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos. Com isso, surgiram as primeiras basílicas, que se tornaram centros de oração e convivência. É nesse contexto que aparecem as catedrais, sedes dos bispos e símbolos da unidade da Igreja particular. A palavra “catedral” deriva de cathedra, a cadeira do bispo, sinal de sua missão de ensinar e pastorear. A tradição cristã afirma que a catedral representa o templo espiritual construído no coração dos fiéis, ecoando as palavras de São Paulo: “Vós sois o templo do Deus vivo” (2Cor 6,16). Por isso, ela é considerada o centro da vida litúrgica da diocese. Sua função vai além da arquitetura: ela expressa a comunhão e a identidade do povo de Deus. A Catedral da Campanha, cuja construção começou em 1787 e terminou em 1822, é testemunha dessa história. Erguida com o esforço de muitas mãos, tornou-se referência religiosa e cultural para a região. Em 1909, com a sagração episcopal de Dom João de Almeida Ferrão, a antiga matriz foi elevada à condição de catedral. Ao longo do século XX, recebeu reformas internas e externas que preservaram sua estrutura e valor artístico. Hoje, ela é a igreja-mãe de uma diocese que reúne 49 cidades e 73 paróquias. Em 1957, sob o pastoreio de Dom Inocêncio Engelke, a catedral foi solenemente dedicada a Deus, tornando-se sinal visível da presença do Senhor no meio do povo. Celebrar o aniversário dessa dedicação é recordar que o templo não é apenas um edifício, mas expressão da fé de ORDEM TERCEIRA DO CARMO - FRATERNIDADE SANTA TERESINHA DA CAMPANHA Pág 5

Aniversário da Dedicação da

de uma comunidade. A Primeira Carta de Pedro recorda que “vós, como pedras vivas, formai o

verdadeiro templo espiritual do Senhor” (1Pd 2,5). Assim, a catedral aponta para a missão de cada fiel: ser presença de Deus no mundo e testemunhar o Evangelho com a própria vida. Por Ir. Prof. Me. Flávio Maia Custódio, OTC Carmelita Secular da Antiga Observância Pág 6 ORDEM TERCEIRA DO CARMO - FRATERNIDADE SANTA TERESINHA DA CAMPANHA

de uma comunidade. A Primeira Carta de Pedro recorda que “vós, como pedras vivas, formai o

Um Bispo chega, a Igreja se

reconhece ecehnocer es ajergI a ,agehc opsiB mU Há homilias que apenas acompanham um rito. Outras, raras, revelam uma eclesiologia, uma espiritualidade e um programa de vida pastoral. A homilia de Dom Walter Jorge, na Missa de Posse como 8º bispo da Diocese da Campanha, pertence claramente a este segundo grupo. Ela não foi um discurso de chegada, mas um ato de pertença; não um texto de ocasião, mas uma confissão pública de fé e de amor à Igreja. Desde as primeiras palavras, o centro é explicitado sem ambiguidades: Deus revelado em Jesus Cristo, vivo, atuante, presente no meio do seu povo. Não um Deus do passado, nem um Deus reduzido a ideias ou livros, mas o Deus que sela continuamente sua aliança na Eucaristia. Esta afirmação não é decorativa; ela estabelece o critério de tudo o que vem depois. A Igreja só tem sentido enquanto corpo reunido em torno deste mistério. Fora disso, perde-se. A leitura bíblica proposta estrutura uma visão clássica e exigente do ministério episcopal. O pastor, à imagem do Pastor supremo, é chamado a reunir, curar, buscar e sustentar. Não apenas a administrar o rebanho já organizado, mas a enfrentar a dispersão, as trevas e as feridas do tempo. O coração de pastor, repetido com insistência, aparece como a forma concreta do sacerdócio ministerial. Quando esse coração se perde, advertiu Dom Walter, surgem a tristeza, a melancolia e a esterilidade espiritual. Trata-se de uma leitura profundamente espiritual, mas também realista, do desgaste que ameaça o ministério quando ele se desconecta do amor primeiro. A eclesiologia que emerge é nitidamente conciliar, sem rupturas artificiais. Igreja Povo de Deus, sim; mas também Igreja estruturada, sacramental, enraizada na sucessão apostólica. A sinodalidade, apresentada como caminho necessário para o século XXI, não aparece como substituição da au-toridade, mas como forma evangélica de exercê-la: escuta paciente, discernimento co-mum, obediência ao Espírito. Trata-se de uma visão madura, que evita tanto o clericalismo quanto a diluição da identidade católica. A homilia ganha densidade particular quando aborda os desafios do tempo presente. Inteligência artificial, autoritarismos, desigualdades sociais não são citados como slogans, mas como sinais de um mundo que avança tecnicamente enquanto retrocede humanamente. A resposta proposta não é fuga nem acomodação, mas uma Igreja capaz de iluminar, fermentar e salgar a história. Aqui, a missão não é opcional: ela define a própria identidade eclesial. Ao falar de riqueza, partilha e pobreza, Dom Walter assume com clareza a tradição da Doutrina Social da Igreja. A capacidade de gerar bens é reconhecida como dom, mas um ORDEM TERCEIRA DO CARMO - FRATERNIDADE SANTA TERESINHA DA CAMPANHA Pág 7

Um Bispo chega, a Igreja se

dom que gera respon-sabilidade diante de Deus e dos irmãos. A naturalização da miséria e das

periferias é denunciada como pecado contra o Deus Pai de todos. Não se trata de discurso ideológico, mas de fidelidade ao Evangelho que pede contas do uso dos talentos recebidos. Outro elemento decisivo é a valorização da história de santidade da Diocese da Campanha. Nhá Chica, Padre Victor, Madre Teresa Margarida e Dom Othon não são lembrados como memória afetiva, mas como prova de que o Reino de Deus já germinou abundantemente nesta terra. Um bispo que reconhece a santidade que o precede se coloca corretamente como servidor de uma obra maior que ele. Talvez o ponto mais revelador da homilia seja a confissão humilde de Dom Walter sobre os próprios limites. Inspirado em Santa Teresinha, ele se apresenta não como águia, mas como alguém que aprende olhando para o voo alto. Ao pedir para ser cercado por pessoas que o desinstalem, que o empurrem para os pobres e para mais perto de Cristo, o novo bispo revela uma compreensão profundamente evangélica do governo pastoral: ninguém conduz a Igreja sozinho. A Diocese da Campanha acolhe, assim, não apenas um novo bispo, mas um pastor que chega consciente do peso da missão e apaixonado pela Igreja que ama desde a juventude. Em tempos de superficialidade e polarizações, essa homilia soa como palavra densa, enraizada, capaz de gerar comunhão e esperança. Que tudo se faça por Jesus e pelo Evangelho. Eis o critério. O resto é acessório. Por seu Irmão Carmelita Secular da Antiga Observância, B. Pág 8 ORDEM TERCEIRA DO CARMO - FRATERNIDADE SANTA TERESINHA DA CAMPANHA

dom que gera respon-sabilidade diante de Deus e dos irmãos. A naturalização da miséria e das

Seis anos de fogo sob as cinzas: o

Carmelo que acordou na Campanha e caminha para o futuro orutuf o arap ahnimac e ahnapmaC an uodroca euq olemraC o :saznic sa bos ogof ed sona sieS Há datas que não passam. Elas ficam. Criam raiz. 31 de janeiro de 2020 é uma dessas. Naquele fim de tarde, enquanto o mundo moderno seguia distraído, algo antigo — e profundamente atual — voltava a respirar na Campanha: a Venerável Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo. Não foi barulho. Não foi espetáculo. Foi silêncio cheio de sentido. Uma reunião simples, gente comum, oração, memória e decisão. Mas quem conhece a lógica de Deus sabe: é assim que Ele age. Pequeno por fora, eterno por dentro. A Ordem Terceira do Carmo, ereta canonicamente na Campanha em 8 de fevereiro de 1820, atravessou o século XIX, conheceu o peso do tempo, o enfraquecimento, a ausência. Durante anos, permaneceu como um nome nos arquivos, uma história interrompida, uma chama quase apagada — quase. Porque tradição de verdade não morre. Ela espera. E esperou duzentos anos. Em 2020, guiados pela Providência e pelo zelo carmelitano, leigos deram um passo que não foi improviso, mas resposta. Resposta à história. Resposta à Igreja. Resposta a Nossa Senhora do Carmo. Com o apoio da Comissão Provincial e a presença de irmãos de outras cidades, a Campanha viu nascer de novo aquilo que já lhe pertencia desde o Império: um Carmelo leigo, orante, encarnado na vida cotidiana. A eclesiologia que emerge é nitidamente conciliar, sem rupturas artificiais. Igreja Povo de Deus, sim; mas também Igreja estruturada, sacramental, enraizada na sucessão apostólica. A reativação não foi um gesto romântico. Foi ato de responsabilidade espiritual. Resgatar a Ordem Terceira significou assumir formação longa, disciplina, fidelidade ao carisma, vida sacramental, oração constante e compromisso comunitário. Nada fácil. Nada superficial. Carmelo nunca foi. Nestes seis anos, houve passos firmes e passos cansados. Houve encontros, formações, perseverança silenciosa. Houve gente que chegou, gente que ficou, gente que precisou sair. E está tudo certo. O Carmelo não se mede por números, mas por profundidade. O essencial foi mantido: a chama acesa, mesmo em ventos contrários. Celebrar seis anos não é bater palmas para o passado. É olhar com gratidão, sim, mas também com lucidez. O futuro exige mais: mais oração, mais formação sólida, mais testemunho público de uma fé que não se dilui. A Ordem Terceira não existe para repetir fórmulas vazias, mas para viver no mundo sem ser do mundo, como sempre foi desde o Monte Carmelo até as ruas da Campanha. O desafio agora é claro: perseverar. Num tempo de pressa, o Carmelo ensina espera. Num tempo de barulho, ensina silêncio. Num tempo de fé líquida, ensina raiz. O futuro da Ordem Terceira na Campanha passa por leigos conscientes de ORDEM TERCEIRA DO CARMO - FRATERNIDADE SANTA TERESINHA DA CAMPANHA Pág 9

Seis anos de fogo sob as cinzas: o



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