Musicas Rancho

Encadeia




Encadeia

Eu passei numa terra estranha Pedi esmola, ninguém ma deu Eu hei-de deixar escrito: "À fome ninguém morreu" Encadeia, meu encadeado Não me aperte a mão Que me estala o braço Encadeia, dá-me um beijinho Encadeia, dá-me um abraço Caminha lá para diante, que eu atras de ti não vou Caminha lá para diante, que eu atras de ti não vou Não me pede o coração, amar a quem me deixou Não me pede o coração, amar a quem me deixou Encadeia, meu encadeado Não me aperte a mão Que me estala o braço Encadeia, dá-me um beijinho Encadeia, dá-me um abraço Caminha lá para diante, não te ponhas no caminho Caminha lá para diante, não te ponhas no caminho Quem vai para amar a outro, não vai tão devagarinho Quem vai para amar a outro, não vai tão devagarinho Encadeia, meu encadeado Não me aperte a mão Que me estala o braço Encadeia, dá-me um beijinho Encadeia, dá-me um abraço

Encadeia

Bate as Palmas

Tá a chover e não me molho não sei de onde a água vem A água que arremenasse, debaixo do armazém. Bate as palmas, bate as palmas Oh amor dá cá a mão Bate as palmas, bate as palmas Oh amor dá cá a mão Dá-me cá esses teus braços amor do coração. Amor do meu coração, quanto tenho já é teu Só a minha alma não, quero dá-la a quem ma deu. Bate as palmas, bate as palmas Oh amor dá cá a mão Bate as palmas, bate as palmas Oh amor dá cá a mão Dá-me cá esses teus braços amor do coração. Quero dá-la a quem ma dê e a quem ma vem trazer O tocador da gai nha vem a barra vou fazer. Bate as palmas, bate as palmas Oh amor dá cá a mão Bate as palmas, bate as palmas Oh amor dá cá a mão Dá-me cá esses teus braços amor do coração. Lá vai o santo entrudo e o diabo vai com ele Comeu-me o meu vacurinho, não me deixou nada dele. Bate as palmas, bate as palmas Oh amor dá cá a mão Bate as palmas, bate as palmas Oh amor dá cá a mão Dá-me cá esses teus braços amor do coração.

Bate as Palmas

Os teus olhos são bem lindos

O burro da nora esta preso à estaca Lá virá o ano da palha barata Os teus olhos são bem lindos Os teus olhos lindos são Esse teu modo de olhar ca va o meu coração. O meu amorzinho não está cá fugiu, a noite passada já cá não dormiu Os teus olhos são bem lindos Os teus olhos lindos são Esse teu modo de olhar ca va o meu coração. Eu hei-de ir, hei-de ir Eu hei-de ir se for, jurar a verdade por meu amor. Os teus olhos são bem lindos Os teus olhos lindos são Esse teu modo de olhar ca va o meu coração. Oh Elvas oh elvas já lá es ve dentro Meu amor cá fora, passando contente. Os teus olhos são bem lindos Os teus olhos lindos são Esse teu modo de olhar ca va o meu coração. À entrada de Elvas estão duas cadeiras, uma para as casadas outra para as solteiras Os teus olhos são bem lindos Os teus olhos lindos são Esse teu modo de olhar ca va o meu coração. Os teus olhos são bem lindos Os teus olhos lindos são Esse teu modo de olhar ca va o meu coração.

Os teus olhos são bem lindos

MINHA TERRA É VOUGA

Minha terra é Vouga O meu amor é a moleira Meu coração é o trigo Ó h ai moído na mó alveira. Vamos todos ao rio vouga Ao rio vouga vem-me esperar Não quero que a madrugada seja alvorada por eu falar. Minha terra é Vouga Os meus vizinhos são os penedos Eu só la ouço cantar Ó h ai o moucho e os morcegos. Minha terra é Vouga O meu amor é a moleira Meu coração é o trigo Ó h ai moído na mó alveira. Meu coração é o trigo Ó h ai moído na mó alveira. Meu coração é o trigo Ó h ai moído na mó alveira.

MINHA TERRA É VOUGA

Celeste

Ai eu sou filha de um triste marinheiro A minha casa é praia do mar A minha cama é feita de rosas durmo sozinha de noite ao luar Ora vem comigo oh celeste vem comigo Ora vem comigo regar o jardim Ai não tes esqueças de mim oh meu anjo Ai não te esqueças meu anjo de mim. Ai eu sou filha de um triste marinheiro A minha casa é praia do mar A minha cama é feita de rosas durmo sozinha de noite ao luar Ora vem comigo oh celeste vem comigo Ora vem comigo regar o jardim Ai não tes esqueças de mim oh meu anjo Ai não te esqueças meu anjo de mim. Ai não tes esqueças de mim oh meu anjo Ai não te esqueças meu anjo de mim.

Celeste

Fado Beirão

Eu sou amante do fado e das mulher e do vinho Já o meu pai assim era, eu sigo o mesmo caminho Eu sou amante do fado e das mulher e do vinho Quem te havia de inventar, oh fado maldito fado Quem te havia de inventar, fora os presos da cadeia Estão lá só para quem Oh fado maldito fado, quem te havia de inventar. É um regalo roubar, debaixo da oliveira, é um regalo roubar Tem a folha miudinha, não entra lá o luar, debaixo da oliveira, é um regalo roubar. Aldeia de Portugal, onde de tem beleza, aldeia de Portugal Tenho corrido mil terras não encontro outra igual, Além com tanta beleza, aldeia de Portugal. Uma vez não é pecado, oh menina dê-me dê-me, uma vez não é pecado Uma brasinha de lume para acender o meu cigarro Oh menina Antes que nos mande alguém, vamo-nos daqui embora antes que nos mande alguém O muito tempo enfada o pouco parece bem. Vamo-nos daqui embora antes que nos mande alguém.

Fado Beirão

CANA VERDE

Esta cana verde de 8 Não tem nada que saber É andar c'um pé no ar Outro no chão a bater Esta cana verde de 8 Ha de subir e descer Estes rapazes de agora são leais ate morrer Esta cana verde de 8 Reparai que graça tem Tem cravo na entrada e uma rosa mais alem Debaixo da oliveira não se pode namorar Tem folha miudinha não deixa entrar o ar Rua abaixo rua acima Toda a gente me quer bem Só a mãe do meu amor não sei que raiva me tem

CANA VERDE

JÁ NÃO VOLTO À RIBEIRA

Já não volto à ribeira Oh ribeira, oh ribeirinha Já não volto à ribeira Ai jesus Que pena a minha Ai jesus que pena a minha Ai jesus que pena tenho Já não volto à ribeira Inda agora de lá venho Inda agora de lá venho Inda agora de lá vim Já não volto à ribeira Vou regar o meu jardim Já não volto à ribeira Oh ribeira oh ribeirinha Já não volto à ribeira Ai jesus que pena a minha Ai jesus que pena a minha Ai jesus que pena eu tenho Já não volto à ribeira Inda agora de lá venho Já não volto à ribeira Que faz lá muito calor Empresta-me o teu chapéu Antoninho meu amor Oh senhora da ribeira Venha-me esperar ao rio Que eu sou rapariga nova Posso ter algo vazio.

JÁ NÃO VOLTO À RIBEIRA

OH-I OH-AI

Oh-i oh-ai Faltam velas na igreja Oh-i oh-ai Dizem qu’eu que as roubei Oh-i oh-ai Desde que fui ba zada Oh-i oh-ai À igreja não voltei Oh-i oh-ai Ao passares pelo adro Oh-i oh-ai No dia do meu enterro Oh-i oh-ai Diz à terra que não coma Oh-i oh-ai As tranças do meu cabelo Oh-i oh-ai Fui rezar ao cemitério Oh-i oh-ai Da meia noite à uma hora Oh-i oh-ai Adorar à sepultura Oh-i oh-ai Por quem os meus olhos choram Oh-i oh-ai Ao luar não des luar Oh-i oh-ai Na campa da minha amada Oh-i oh-ai Que a podes adorar Oh-i oh-ai Na sua triste morada

OH-I OH-AI



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