Revista Médico em Dia - 193

ISSN 2316-5065

ANO XVIII Nº 193

NOVEMBRO | DEZEMBRO DE 2020

" O Sol há de brilhar mais uma vez.
...
A luz há de chegar aos corações!
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente..."
Nelson Cavaquinho

AO MESTRE COM CARINHO

E LÁ SE VÃO CINQUENTA ANOS

NATAL

Leia a belíssima homenagem
do Dr Aloísio Bonavides ao seu
mestre, o médico Jofran Fejat.

Primeira turma de medicina da
UnB ganha livro comemorativo
pelos 50 anos de formatura.

As tradições natalinas não
perderam o encanto para as
famílias dos associados.

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Novembro | Dezembro de 2020

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Responsável Técnico: Dr. Sandro Pinheiro Melim CRM-DF12388

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CORPO SOCIAL
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CONSELHO EDITORIAL
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REDAÇÃO
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Dr. Francisco Machado da Silva
Dra. Sônia Elizabeth Maria Gadelha Dias
DELEGADOS EFETIVOS
Dr. Alberto Henrique Barbosa
Dr. Humberto de Carvalho Barbosa
Dr. Ivan de Faria Malheiros
Dr. José Nava Rodrigues Neto
Dra. Olímpia Alves Teixeira Lima
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DELEGADOS SUPLENTES
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Dr. Roberto Rodrigues de Souza Filho
Dr. Tulio Marco Rodrigues da Cunha
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Tiragem: 4.000 exemplares
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Médico em Dia é uma publicação da Associação Médica
de Brasília - AMBr.
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3

SUMÁRIO

14

Medicina e
Arte
Paris é uma cidade que oferece aos seus admiradores excelentes
museus, dentre os quais o importante Musée de L'Histoire de la
Médecine.

12

16

20

Ao mestre com Carinho

E lá se vão cinquenta anos

Torneio de Tênis

Uma belíssima homenagem do Dr Aloísio
Bonavides ao seu mestre, o médico Jofran
Fejat.

Primeira turma de medicina da Universidade
de Brasília ganha livro comemorativo pelos
50 anos de formatura.

A AMBr foi o local escolhido para receber
o Circuito BRB de Tênis Profissional em
Cadeira de Rodas.

24

Especial Ano Novo

Poesia Cura

46

Cinema

38
Revista Médico em Dia

42

32

4

Noite Brega

Especial Natal

49

Vocabulário Médico

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PALAVRA DO PRESIDENTE

Então viramos o 2020! Mas as páginas ainda são confusas. Diante de tantas notícias bem
e malfadadas, a população ainda está aturdida. Lamentavelmente a classe médica ainda se
divide com ideologias e politizações em torno da doença e seu tratamento.
Mantemos a postura de que a autonomia e o conhecimento científico do médico são
soberanos. Assim, cada qual dentro da sua responsabilidade, convicção e experiência deve
direcionar o tratamento do paciente conforme seu quadro clínico e sua sintomatologia.

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5

Dentro da universalidade da pandemia temos um quadro com muitos milhões de recuperações
que são pouco mencionadas. Nossos profissionais são guerreiros incansáveis; muitos estão
sendo vítimas da doença. A vontade e a determinação de salvar vidas têm prevalecido.
Parabéns e proteção aos nossos queridos colegas, independente de suas bandeiras.
Às famílias que têm perdido seus entes amados, nossas mais profundas condolências.
As vacinas, recentemente aprovadas pela ANVISA, são a grande esperança de todos! Que
a imunização chegue de forma segura e eficaz! Que as cadeias produtivas da sociedade
retomem sua engrenagem e seu ritmo, com a recomposição econômica tão necessária ao
bem-estar e felicidade humana.
Voltando ao universo de nossas entidades, saudamos a nova diretoria da Associação Médica
Brasileira, as diretorias empossadas das novas federadas e das Sociedades de especialidades!
A todos, nosso apreço, votos de profícua gestão, nosso apoio e a disposição da atual diretoria
da AMBr em favor da união e da solidariedade.
Por oportuno, destacamos com orgulho a ocupação do novo espaço AMB Brasília na nossa
AMBr.
E, ainda, conclamamos os associados a retomarem com entusiasmo (e os cuidados devidos)
sua frequência à AMBr. As obras iniciadas em 2020, por conta de chuvas, limitações das
produções industriais diante da pandemia e por sua própria complexidade, sofreram algum
atraso, mas, em tempo brevíssimo, estarão prontas ao usufruto pleno.
Se o que todos desejam é vida plena e feliz neste 2021, o mais acertado é abrir o coração e
acreditar. Luz, saúde e amor deverão "ser eternos novamente". Enquanto isso, continuamos
com os sonhos de uma vida normal.

Um forte abraço!

Ognev Cosac

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EDITORIAL

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ATOS DA DIRETORIA

HOSPITAIS QUE RECEBERAM
FACE SHIELDS
Hospital Regional de Ceilândia
Hospital da Criança

130

Hospital Home

80

Hospital Santa Lucia

80

Hospital de Base de Brasília

160

HRAN

316

Hospital de Sobradinho

80

Hospital de Campanha

100

Hospital de Santa Maria

130

UPA do Núcleo Bandeirante

70

UPA de Samambaia
Sem dúvida, 2020 foi um ano atípico para todos.
No entanto, já que o momento pede solidariedade,
a AMBr fez seu papel e, aqui, apresenta aos
associados um apanhado das ações ao longo do
ano. Lembramos que boa parte das doações foram
arrecadadas com as campanhas realizadas nas
Lives Solidárias.

160

70

Hospital Daher

80

Hospital de Taguatinga

130

Hospital da PM

50

Hospital do Gama

80

Hospital das Forças Armadas

100

CESTAS BÁSICAS

HOSPITAIS QUE RECEBERAM
KITS DE LUVAS E MÁSCARAS
Hospital da Ceilândia

100

Hospital de Santa Maria

200

Hospital da PM

100

Hospital de Campanha

100

UPA Núcleo Bandeirante e Samambaia

100

HRAN

200

Hospital de Sobradinho

100

Hospital do Gama

100

Hospital de Base

200

Hospital da Criança

100

Hospital de Taguatinga

100

HFA

100

Administração Regional do Varjão

20

Rede Feminina de Combate ao Câncer
do Hospital de Base
HBU - Oncologia
Moradores de rua
Vicentinos
Comunhão Espírita
Creche Vila do Pequenino Jesus
Lar dos Velhinhos Maria Madalena
Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes

90
50
49
50
50
3
3
4

COBERTORES
Creche Vila do Pequenino Jesus
Lar dos Velhinhos Maria Madalena

5
5

ÁGUA SANITÁRIA
Creche Vila do Pequenino Jesus

10L

Lar dos Velhinhos Maria Madalena

10L

Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes

20L

MÁSCARA

KITS DE HIGIENE
Creche Vila do Pequenino Jesus

Creche Vila do Pequenino Jesus

120

Lar dos Velhinhos Maria Madalena

60

Lar dos Velhinhos Maria Madalena

116

Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes

8

60
69

Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes

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Central de Atendimento 24h
0800 61 3333
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AO MESTRE COM CARINHO

DR. PINHEIRO
ROCHA: UMA SAGA
A SER LEMBRADA,
MUITO ALÉM DO
BISTURI
Por Dr Sergio Arruda e
Dr Roland Montenegro

Alvorecia o ano de 1955 quando o jovem
médico recém formado Francisco Pinheiro
Rocha chega ao Rio de Janeiro para juntarse às primeiras turmas de Residência Médica
que se iniciavam no Brasil - no Hospital
dos Servidores do Estado. Tinha como
propósito cumprir a promessa ao seu velho
pai que, queria ser cirurgião. No Rio, depois
de um trabalho árduo e de ficar até 6 meses
sem sair do hospital, ganha a simpatia de
seus superiores hierárquicos que veem
naquele homem esguio e obstinado, um ser
humano de personalidade, solidariedade
e gentileza marcantes. Essas primeiras
turmas de pioneiros da Residência Médica
tornaram-se expoentes em suas diversas
especialidades espalhados por todo o país.
Focado em seu objetivo o Doutor Pinheiro
adquiriu sólidos conhecimentos com seus
mestres como Luís Carlos de Oliveira
Junior, Pedro Abdala e Fernando Paulino,
de quem herdou o primoroso estado da
arte na técnica operatória. Doutor Pinheiro
não parou por aí. Tinha uma avidez enorme
pelo conhecimento e, logo em seguida
entrou para o Departamento de Cirurgia
Oncológica do Instituto Nacional do
Câncer – INCA onde permaneceu por mais
alguns anos.

10

Revista Médico em Dia

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Com a inauguração de Brasília foi convidado
pelo então Ministro da Saúde e seu ex-chefe
o Dr. Raimundo de Moura Brito para mudarse para a nova capital, iniciar um Serviço de
Cirurgia Geral e prestar assistência médica
na Câmara dos Deputados. Aqui ele chega
em 1961 e logo é convidado pelo então
Prefeito do Distrito Federal, (na época não
havia o cargo de Governador), Professor
Plínio Cantanhede, para ocupar o cargo de
Secretário de Saúde do Distrito Federal e
Presidente da Fundação Hospitalar do DF.
Ainda muito jovem como Secretário
de Saúde, o Doutor Pinheiro trabalhou
incansavelmente durante seu mandato
tendo se empenhado arduamente para
angariar recursos orçamentários e ter
podido construir o Hospital Regional do
Gama, Hospital Regional de Sobradinho
e Hospital Regional da L2 Sul. Foi ainda o
responsável pela doação à Faculdade de
Medicina da UnB, de seu primeiro hospital
escola a então chamada UISS (Unidade
Integrada de Saúde de Sobradinho). Nessa
ocasião conseguiu trazer para Brasília
uma plêiade de médicos qualificados
possibilitando assim alavancar a qualidade
da assistência médica que se iniciava na
nova Capital.

No final dos anos 1960, no intuito de aprimorar
mais seus conhecimentos cirúrgicos, mudase para Paris – França. Lá estabelece-se no
Hospital Beaujon tendo como orientadores
renomados Professores Doutores: Jean
Noel Maillard e Jean-Louis Lortat-Jacob
sendo este último dono de elevado prestígio
internacional pelo seu ousado e corajoso
pioneirismo ao realizar em 1952 a primeira
lobectomia hepática direita. Sofreu ainda
com as convulsões sociais históricas ocorridas
naquela cidade e conhecidas como o Maio
de 1968 de Paris protegendo sua família
composta por sua dedicada esposa: Kilma
e seus três filhos Fábio, Marcos e Beatriz,
ainda crianças. Mantém, até hoje, laços
fortes de amizade com ilustres cirurgiões
franceses que abriram portas na França para
seus discípulos de Brasília se qualificarem
profissionalmente. Ainda em Paris recebeu
importante reconhecimento e tornou-se
Membro Titular da Sociedade Francesa de
Cirurgiões. Recebeu ainda uma Medalha que
representa a mais alta comenda do Governo
francês relacionada à saúde.
Retornando
a
Brasília
continuou
desempenhando forte liderança nas áreas
cirúrgicas tendo criado a Sociedade de
Gastroenterologia e recebendo nesse mesmo
espaço o recém criado Sindicato dos Médicos
de Brasília que ainda não possuía sede
própria.
Como chefe durante décadas da Unidade
de Cirurgia Geral do 1º Hospital Distrital de
Brasília, depois denominado Hospital de
Base, foi o responsável pela formação de
mais de 250 cirurgiões espalhados por todo o
país que tanto o admiram e frequentemente
manifestam sua gratidão à formação cirúrgica
recebida do mestre.

Já nos anos 1980 participou da comissão
de formação da Academia de Medicina de
Brasília da qual hoje é membro Emérito.
Posteriormente participou do Conselho
Diretor da Faculdade de Medicina do GDFFEPECS onde orientava os mais jovens com
toda sua experiência e conhecimento.
Em 2019 a Câmara Legislativa do DF confere
ao Dr. Pinheiro o título de PATRONO DA
RESIDÊNCIA MÉDICA DE BRASÍLIA não
só por ter criado a mesma mas dedicado
uma vida profissional à formação de jovens
cirurgiões.
O Dr. Pinheiro Da Rocha, como sempre foi
carinhosamente chamado por todos, é um
exemplo de liderança médica. Generoso
em suas atitudes muito ajudou a todos que
o procuraram não só pacientes mas muitos
colegas médicos. Possuidor de impecável
técnica operatória, ensinou a seus alunos
também a responsabilidade e compromisso
com nossos enfermos. Firme em suas
atitudes, repetia sem cessar, que tínhamos
que oferecer o melhor de nós aos nossos
pacientes, sem observar a sua condição
social ou suas crenças. Ainda hoje, continua
cercado por seus discípulos e do alto de sua
experiência e sabedoria, incansavelmente,
persiste orientando e participando das
grandes decisões da Medicina de Brasília.
Seus pacientes, seus discípulos e a medicina
desta cidade, expressam a mais profunda
gratidão por todos seus ensinamentos
durante essas décadas aqui vividas. Muito
obrigado, Dr. Pinheiro, do fundo de nossos
corações.

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AO MESTRE COM CARINHO

Por Dr Aloísio Bonavides Jr

Jofran Frejat, piauiense que estudou no Rio e trabalhou em Brasília,
fez da medicina e da política a sua existência. Era um homem decidido,
resolutivo, pronto para a ação. Elegante, com um vozeirão típico
inconfundível, tinha um grande senso de justiça. Sabia ser amigo e
abraçar os necessitados. Desenvolveu uma relação de amor com a
Secretaria de Saúde do Distrito Federal e um respeito enorme pela
dignidade profissional dos colegas.
Criou um Sistema de Saúde diferente, genuíno e idealista no Planalto
Central. Por ele lutou bravamente, contra aqueles que vieram depois.
Acertou muito mais do que errou. Era um humanista, mas dominava
a técnica cirúrgica como poucos. Os postos de saúde e os hospitais
distritais são produtos da sua altíssima capacidade de gestão. Fundou
a ESCS. A faculdade era a sua “menina dos olhos” e se emocionava ao
vê-la crescer. Se preocupava com o presente e com o futuro e apostava
nas novas gerações de médicos.
Inteligente e circunspecto, Jofran merece a admiração de toda a classe
médica que labuta diariamente nos corredores das emergências,
enfermarias, centros cirúrgicos e ambulatórios. Foi um maestro genial
que regeu a grande orquestra da saúde pública brasiliense com muita
competência. No último suspiro, a doença fez a batuta lhe cair das mãos,
mas a sua bela música será ouvida por gerações de colegas que surgirão
no futuro. O homem foi, a obra se eterniza. Vai com Deus, Frejat.

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Semeando
Parte 2

A beleza da AMBr é reforçada pela enorme variedade de espécies botânicas nativas ou
cultivadas ao longo dos anos.
O cirurgião bariátrico, Dr Orlando Farias, membro da atual diretoria, é um dos associados para
quem essa riqueza natural não passa despercebida.
A cada edição traremos alguns dos registros feitos por ele. Acompanhe por aqui. Mas na sua
próxima ida à AMBr, desfrute desse museu natural, a céu aberto.

Amendoeira
Nome científico: TERMINALIA CATAPPA, SETE-COPAS, CASTANHOLEIRA
Origem: Índia e Nova Guiné
Copa bastante larga, folhas caducas. Os frutos são comestíveis, são muito apreciados por morcegos.
Muito cultivada como árvore ornamental. A madeira é vermelha, sólida e muito resistente à água,
utilizada na Polinésia para fazer canoas. Devido à grande quantidade de ingredientes ativos, as
folhas (e mesmo a casca) são usadas para fins terapêuticos. As folhas são usadas por criadores de
peixes, devido aos seus efeitos medicinais.
Jacarandá do Cerrado
Nome científico: : MACHAERIUM OPACUM
Apesar de não ser do gene jacarandá, essa árvore tem esse nome devido à sua semelhança com o
verdadeiro jacarandá.
Origem: : Minhas Gerais, Goiás, São Paulo
Esta árvore fornece madeira de lei muito semelhante à do jacarandá-da-bahia. Sua superfície é
irregularmente lustrosa, com tronco pardo dotado de reflexos, listras ou sombras escuras. É muito
utilizada na fabricação de mobília de luxo, objetos decorativos, tacos e assoalhos.
Jabuticabeira
Nome científico: MYRCIARIA CAULIFLORA, PLINIA TRUNCIFLORA, MYRCIARIA JABOTICABA
Floresce na primavera e no verão, produzindo grande quantidade de frutos. As flores e frutos
crescem em aglomerados no tronco e ramos. Seus frutos são consumidos in natura, ou na forma de
geleia, suco, licor, aguardente, vinho ou vinagre. Os seus frutos são ótimos alimentos com poderes
antioxidantes, principalmente devido à concentração de antocianinas, que auxiliam na eliminação
de moléculas instáveis de radicais livres do organismo.
Tumbérgia azul
Nome científico: THUNBERGI AGRANDIFLORA
Origem: Índia
Produz flores durante todo o ano. Atrai abelhas, mamangavas e outros insetos. Recebeu esse nome
em homenagem a Carl Peter Thunberg, médico, cirurgião e botânico sueco, discípulo de Lineu.
É considerada uma PANC (Planta Alimentícia Não Convencional), tem um sabor parecido com
cogumelos e pode ser usada em saladas.

Créditos: Orlando Pereira Faria

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MEDICINA E ARTE

A História da Medicina
sob um olhar parisiense

Museu de História da Medicina. Paris

Paris é uma cidade que oferece aos seus
admiradores excelentes museus, dentre os
quais o conhecidíssimo Louvre, o charmoso
d'Orsay e o importante Musée de L'Histoire
de la Médecine.
Este templo da cultura médica está aberto
à visitação pública em um edifício do século
XVIII, localizado na rue de l'École-deMédecine, e onde funciona a Universidade de
Paris. Nesta rua, alguns imóveis tornaram-se
históricos, como o de n.º 5, em que nasceu
a atriz Sarah Bernhardt (1844); o de n.° 12,
no qual funcionou, no século XIX, uma escola
de arte que teve como aluno Auguste Rodin

14

(1840-1917), autor de O Pensador (1902), uma
das esculturas em bronze mais conhecidas
do mundo; e o de n.°20 onde foi assassinado
Jean-Paul Marat (1743-1793), um médico e
político atuante na Revolução Francesa.
O museu, inaugurado em 1954, tem, no seu
riquíssimo acervo, bustos e retratos a óleo
de médicos famosos, além de centenas de
instrumentos médicos, predominantemente
dos séculos XVIII e XIX, como facas e serras
de amputação, microscópios, fórceps e
trépanos.

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Novembro | Dezembro de 2020

Também enriquecem tão grandiosa mostra de
peças da história da medicina o estetoscópio

Charcot, visto por muitos como o Pai da
Neurologia moderna, tinha grande habilidade
para lecionar Medicina. Por seu carisma e
didatismo conseguia reunir em suas aulas
muitos alunos ávidos em apreciar sua
eloquência e seus conhecimentos. Dentre
esses, destacamos Sigmund Freud que, por
usufruir de uma bolsa de estudos, aprendeu
com ele a hipnotizar seus pacientes. A partir
de então, Charcot e Freud tornaram-se
fraternais amigos.

A Lição Clínica do Dr. Charcot (1887)

Por fim, é interessante registrar que Dom
Pedro II, Imperador do Brasil, era amigo e
frequentador da casa de Dr. Charcot, no
Boulevard Saint-Germain, em Paris. Foi
Charcot quem assinou, em 5 de dezembro de
1891, o atestado de óbito de D. Pedro II.

inventado em 1816 por René Laennec (17811826); alguns instrumentos usados pelo
Dr. François Antommarchi por ocasião da
necropsia de Napoleão Bonaparte, falecido
em 1821, na ilha britânica de Santa Helena,
para onde foi exilado pelos ingleses após
ser derrotado na Batalha de Waterloo (1815);
o bisturi com o qual foi operado o rei Luis
XIV (1638-1715), o Rei Sol, e objetos de uso
médico pertencentes a Dr. Paul-Ferdinand
Gachet (1828-1909), o clínico de van Gogh
(1853-1890) na cidade de Auvers-sur-Oise.
Para deleite dos que visitam o museu, no hall
de acesso à sala de exposição, está afixado o
bonito quadro A Lição Clínica do Dr. Charcot.
Este conhecido óleo sobre tela, pintado por
Pierre-André Brouillet Charroux em 1887,
mostra o médico Jean-Martin Charcot (18251893) ministrando uma aula sobre histeria no
Hospital da Salpêtrière, o berço da neurologia
mundial.
É oportuno atentar para o fato de o professor
Charcot ter recebido, durante a aula, ajuda de
Dr. Joseph Félix Babinski (1857-1932), à época,
seu aluno, que ampara com seu antebraço
esquerdo Blanche Wittman, a paciente que
se apresenta espástica e encurvada para trás.
Babinski tornou-se mundialmente conhecido
pelo sinal de Babinski.

Jean-Martin Charcot (1825-1893)

Armando J. C. Bezerra
Médico

Revista Médico em Dia

Simônides Bacelar
Médico

Novembro | Dezembro de 2020

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E lá se vão cinquenta anos...
Primeira turma de medicina da UnB recebe livro
comemorativo

A Associação Médica de Brasília se congratula com a Academia de Medicina de Brasília na
comemoração dos 50 anos da primeira turma formada pela Faculdade de Ciências da Saúde
da Universidade de Brasília. Nessa trajetória, com vestibular realizado em 1965, com oitenta
vagas, alguns ficaram pelo caminho ainda no período universitário. Outros, mais adiante, depois
de cumprirem o seu papel como médicos. No momento, temos ainda quase seis dezenas desses
bravos guerreiros entre nós, que atuaram e ainda atuam; precepctores e professores, distribuindo
cuidados e conhecimentos aos seus discípulos, pacientes e familiares. Fica o reconhecimento da
entidade e o meu pessoal como dirigente atual da AMBr.
Ognev Cosac

A importância Histórica da
1ª turma de Medicina da
UnB

Fruto de um projeto inovador e considerada por muitos como uma
tentativa mais séria feita até então no Brasil para se ensinar ao
futuro médico a realidade social do país, a 1ª turma de medicina da
Universidade de Brasília comemora este ano o cinquentenário de
sua formatura.

Com diferentes motivações e expectativas, seus alunos vieram de todos os estados para
estudar numa faculdade de medicina que tinha seu foco no trabalho em equipe, na abordagem
multidisciplinar e na participação conjunta da comunidade sob seus cuidados, o que divergia
completamente do modelo até então adotado pelas demais escolas médicas brasileiras.
Divergente também era o padrão daqueles estudantes: com uma idade média mais alta que a
habitual, muitos já tinham algum tipo de emprego e formação política, atividade que de resto
contagiava quase todos os demais alunos, pois era praticamente impossível não se envolver nas
vicissitudes pelas quais passava a UnB naquela época (1965-1970).
Memória e História reivindicam retratar a verdade: ambas procuram contar “o que realmente
aconteceu” no passado, às vezes se revezando, às vezes trabalhando em conjunto. Mas a
memória, “além de passível de ser manipulada, pode deixar de existir, por perder seus suportes
materiais. Nada mais pungente que ouvir a frase “já não existe mais” repetida à exaustão por
aqueles que perderam seus marcos e tiveram seus rastros apagados”. Afinal, as lembranças, se
apoiadas apenas na transmissão oram de certas recordações, não passam de meros fragmentos
do passado e usualmente têm curta duração e conteúdo limitado. A memória da 1ª turma de
medicina da Universidade de Brasília precisa, portanto, apoiar-se em outros meios de suporte
mais firmes para ser duradoura.
Foi utilizando esta linha de pensamento que a Academia de Medicina de Brasília (AMeB) se
propôs a publicar os procedimentos dos alunos e de alguns dos seus professores no momento
em que é comemorado o cinquentenário de formatura dessa turma singular. Acompanhar passos
tão diversos- e paradoxalmente tão homogêneos- por tanto tempo, significa se preocupar
com o que aconteceu com esses atores históricos e ter uma noção de suas individualidades e
aspirações, suas peculiaridade e paixões.
Significa reconstruir o projeto original da escola, identificar a participação de seus professores,
alunos e funcionários no desenvolvimento do curso e reconhecer as medidas e práticas adotadas
por eles na atenção à saúde dispensada à comunidade de Sobradinho. Significa recuperar a
memória de um período em que a Faculdade de Ciências Médicas, hoje Faculdade de Medicina,
refletiu, mais que nenhuma outra, as lutas e contradições da fase inicial da Universidade de
Brasília e da nossa cidade. Significa abrir as portas para a compreensão do que somos, do que
fomos, do que poderemos vir a ser.
Aos colegas da Primeira Turma, a Academia de Medicina de Brasília dedica esse livro.
Marcus Vinicius Ramos
Presidente da Academia de Medicina de Brasília (AMeB)
(Texto tirado do livro “O CINQUENTENÁRIO DE FORMATURA DA 1ª TURMA DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA)

PROFESSORES
Aqui, representados nas palavras do PROFESSOR LISBOA, alguns eméritos da Academia de Medicina de Brasília.
Vocês estão completando 50 anos de formados. Eu, 75. Foram meus primeiros alunos e boa parte
do que fiz, foi inspirado em nossa convivência diária. Tal como em pediatria, interagimos com nossos
filhos e alunos, e ambos nos ensinam muito. De vocês, agradeço o carinho e a amizade que me
dedicaram. Tinha um hábito, ao encontrar algum de vocês, como o Marcus Vinicius, de dizer com
orgulho: “Foi meu aluno”. Minhas esposas Therezinha (falecida) e Beth, pediram-me que parecia que
eu seria o responsável pelas vitórias. Mas a verdade é que, ao saber de seus feitos, eu tenho uma
reação igual àquela que eu teria se fossem meus filhos: “Eu me orgulho de vocês”. Sejam felizes é o
que lhes deseja esse velho professor.

ANTÔNIO MÁRCIO JUNQUEIRA LISBOA
Ex-professor de Pediatria da UnB - Membro Emérito da Academia de Medicina de Brasília

FRANCISCO PINHEIRO ROCHA
Ex-secretário de Estado de Saúde do
Distrito Federal
Membro Emérito da Academia de
Medicina de Brasília

EDNO MAGALHÃES

HÉLCIO LUIZ MIZIARA

Ex-professor de Anestesiologia da
UnB

Ex-professor de Histologia da UnB

Membro Titular da Academia de
Medicina de Brasília

Membro Emérito da Academia de
Medicina de Brasília

ERALDO PINHEIRO PINTO

MAURÍCIO GOMES PEREIRA

Ex-professor Adjunto de Urologia
da UnB

Professor Emérito da UnB

Membro Emérito da Academia de
Medicina de Brasília

Membro Titular da Academia de
Medicina de Brasília

FRANCISCO FLORIPE GINANI

LUIZ CARLOS LOBO

Ex-professor de Cirurgia da UnB

Professor Honoris Causa da
Universidade de Brasília

Membro Emérito da Academia de
Medicina de Brasília

Fundador da Faculdade de Medicina da
UnB

ALUNOS

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1 - Alberto Domingues Vianna
2 - Alcides de Oliveira Dourado Filho
3 - Antônio Herculano Rezende Rodrigues
4 - Armando Silveira de Vasconcelos
5 - Avenor Augusto Montandon
6 - Benedito Soares Neto
7 - Carlos Eduardo Moreyra
8 - Clinton Schelb
9 - Daniel Emídio de Souza
10 - Eduardo Flávio Oliveira Queiroz
11 - Edvaldo Athayde Cavalcante Filho
12 - Eugene Tarapanoff
13 - Franklin Batista Tormin
14 - Frederico Pohl

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15 - Ivan Pedro Tavares
16 - Jaldo Aguiar Barbosa
17 - João Batista de Araújo
18 - José Egídio Novais Simões
19 - José Gomes Avelino Sobrinho
20 - José Henrique da Silva Corrêa
21 - José Marques de Souza Ramos
22 - José SIlvério Peixoto Guimarães
23 - Kleber Luiz da Silva
24 - Levy Schettini Pereira
25 - Luciano Wagner Guimarães Lírio
26 - Luis Carlos Carvalho
27 - Luiz Henrique Biondi
28 - Lycia Maria Gomes Schettini Pereira

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29 - Marcos Antônio da Costa Porto
30 - Marcus Vinicius Ramos
31 - Maria Batista Gonçalves de Amorim
32 - Maria Luiza Abdalla de Vasconcelos
33 - Mário Márcio Moura de Oliveira
34 - Mauro Guimaraens
35 - Máiron Raimundo da Silva Lima
36 - Paulo Motta Nardelli
37 - Paulo Roberto Viana de Andrade
38 - Roberto Salerno
39 - Sandra Aquino de Azambuja
40 - Sebastião Pinto de Almeida
41 - Vander Alvarenga
42 - Waldimar Jardim de Carvalho
43 - Welington Wanderley Sesana

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ESPORTE

AMBr recebe torneio de tênis
em cadeira de rodas
A semana de 5 a 13 de dezembro foi movimentada nas
dependências esportivas da Associação Médica de
Brasília. É que, neste período, foi realizado o Circuito BRB
de Tênis Profissional em Cadeira de Rodas, promovido
pela Confederação Brasileira de Tênis. O evento, que
reuniu cerca de 50 atletas, foi realizado pela primeira vez
nas quadras de saibro da AMBr.
Atletas e dirigentes elogiaram as instalações da
Associação, ressaltando o pioneirismo e a qualidade do
que foi disponibilizado aos atletas e à arbitragem. Uma
das exigências que foi solicitada pela Confederação
e prontamente atendida pela AMBr diz respeito à
acessibilidade. As instalações atenderam perfeitamente
às necessidades dos jogadores, como acesso às quadras
e vestiários.
“A Associação abrir as portas para o tênis de cadeira de
rodas é muito importante. Eu treino em Itajaí/SC e ter
esse vínculo do esporte paralímpico é muito importante,
não só pelo fato de inclusão, mas por estar mostrando
o esporte para todos que estão acompanhando na
associação”, ressaltou o paratenista Ymanitu Silva, que
venceu as três etapas do Circuito BRB na categoria Quad
Simples.
Já a mineira Meirycoil Duval, que competiu na categoria

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Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

Open Feminino e também venceu as três etapas,
parabenizou as quadras da Associação. “É a primeira vez
que jogo aqui na AMBr. O tempo é que não ajudou muito,
com chuva e sol, mas o torneio fluiu bem. As quadras
são muito boas, o saibro se firmou a tempo e deu para
recuperar o tempo perdido”, analisou.
O conterrâneo Daniel Rodrigues, que não perdeu
nenhuma partida em 2020, elogiou a estrutura da
AMBr. “É um local fantástico. A gente agradece muito
a estrutura pois é um clube que atende perfeitamente
ao cadeirante. A gente tem toda a acessibilidade que
precisa e isso é muito importante. As quadras são muito
boas, o espaço é agradável e isso faz com que tenhamos
mais torneios, circuitos, jogadores. São de espaços como
esse que deixam a gente tranquilo para jogar. Fui muito
bem acolhido aqui“, contou.
Pelo lado da CBT, o vice-presidente Jesus Thomaz
Tajra Filho avaliou de maneira positiva toda a estrutura
da AMBr que ficou à disposição para a realização do
Circuito BRB: “A Associação é fantástica, temos uma
paz e uma tranquilidade para realizar a competição. Isso
tudo vem ao que é o tênis e o que precisamos para poder
realizar as partidas. A Confederação preza muito pelo
tênis em cadeira de rodas como todas as outras áreas
que ela administra e a Associação nos recebeu com uma

estrutura sensacional. Só temos a agradecer o que foi
feito pela AMBr”, disse.
As instalações da AMBr já possuem as rampas de
acessibilidade, que foram instaladas nos últimos anos.
Na atual gestão, que se encerrou no mês de dezembro
de 2020, foram feitas revisões nos locais instalados e,
além disso, outros métodos de acessibilidade também
foram instalados em quase todos os pontos de esporte e
lazer da Associação.
“Nós ficamos muito felizes em termos sido escolhidos
para sediar esse torneio e o grande motivo foi o sistema
de acessibilidade, pois diversos clubes não possuem
a acessibilidade que a AMBr. A comissão da CBT que
inspecionou escolheu a AMBr como uma acessibilidade
adequada e isso nos deixou muito felizes. Dentre as
nossas atribuições, como associação médica, não é só
atender ao médico, mas a toda a comunidade dentro
do possível, inclusive esse segmento, onde vemos um
esforço muito grande e uma superação monumental.
E isso nos traz muita alegria, com essa turma que tem
dificuldade para superar tudo isso”, ressaltou o dr. Ognev
Meireles Cosac, presidente da AMBr.
Nas três etapas, R$ 120 mil foram destinados para a
premiação. Nas segunda e terceira etapas, foram R$ 30
mil em cada etapa. Já na Super Copa, a última etapa,

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

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foram dados R$ 60 mil em prêmios.

AVALIAÇÃO POSITIVA E EXPECTATIVA
PARA 2021
O vice-presidente da AMBr, Tamer Najar Seixas, ressaltou
que esse é um dos grandes pilares da atual diretoria, que
foi reeleita para o triênio 2021-2023: oferecer a inclusão
do esporte como medida de saúde aos associados.
Tamer também avalia de maneira positiva a realização do
Circuito BRB nas dependências da AMBr: “É uma honra
receber esse torneio, pois a AMBr não visa somente a
parte científica e médica, mas também a parte social. A
Associação está sempre de portas abertas para receber
esse tipo de evento e nós da direção estaremos sempre ao
lado do esporte. Tivemos um ano cheio de dificuldades,
por conta da pandemia, mas também da economia.
Mas, apesar de todos esses pesares, mantivemos o
torneio com toda a segurança possível: as pessoas são
distanciadas, respirando ar puro e respeitando todas as
normas”, garantiu.
O dirigente também garantiu que, para o próximo ano,
todas as medidas de segurança, por conta da pandemia

da Covid-19, também serão mantidas. “A AMBr é regida
por um sindicato, o Sinlazer, que dita as normas para
funcionarmos no Distrito Federal. À medida que os
esportes são liberados, com toda segurança, além
das normas de secretaria de Saúde e Esportes, vamos
voltando às atividades. Nós temos uma restrição por
conta da pandemia com esportes coletivos. Mas, esportes
como o tênis, a peteca e a piscina, estão liberados. Nós
esperamos para 2021, como todos estão esperando, que
a vacina dê uma condição e a liberdade de locomover
mais e estarmos mais presentes. Assim que a vacina
chegar e as pessoas perderem seu medo e tiverem mais
liberdade, vamos recomeçar todas as atividades que o
clube oferece no esporte”, completa Tamer Seixas

NOVIDADES PARA 2021
A atual diretoria está investindo em algumas ações na
área esportiva. Dentre elas, a realização da cobertura da
quadra poliesportiva. Assim, aumentará a perspectiva de
oferecer aos usuários outros esportes, como o basquete,
vôlei e o futsal.
Além disso, a diretoria da AMBr pretende investir na
melhoria de outros espaços esportivos da Associação.

“Os nossos associados têm uma preferência pelo tênis.
Temos aqui na AMBr oito quadras, todas iluminadas e de
excelente qualidade. No ano passado, reformamos duas
quadras e elas passaram a ter uma qualidade muito boa.
Nossa próxima etapa é cobrir algumas dessas quadras
para que nossos associados possam utilizá-las no
período de chuva”, contou o dr. Ognev Cosac, presidente
da AMBr. “Como o esporte é saúde, um pouco de saúde
para quem pratica", completou o dr. Tamer Seixas, vicepresidente da Associação.
A principal missão da AMBr é cuidar do desenvolvimento
científico dos associados, do aperfeiçoamento científico,
não só na manutenção do conhecimento médico, mas
também na formação, participando e acompanhando
a residência médica das diversas especialidades. A
pretensão da diretoria é juntar o maior número de
sociedades de especialidades - hoje, em 17.
Fotos: Marcelo Zambrana /CBT

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Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

COMEMORAÇÃO

ANADEM REALIZA SEMANA DE
EVENTOS PARA CELEBRAR 22
ANOS

Em dezembro de 2020, a Anadem (Sociedade Brasileira
de Direito Médico e Bioética), completou 22 anos. Em
celebração ao aniversário, foi realizada uma semana
de eventos científicos e festivos, que teve início no dia
9 de dezembro. Associados, escritórios de advocacia
credenciados e corretores participaram. Todos os
encontros aconteceram na sede da Associação Médica
de Brasília (AMBr), e a festa de aniversário no Espaço da
Corte, com show do Moacyr Franco.
Foi realizado o III Seminário Nacional de Casuísticas
Anadem, que teve palestra de conselheiros jurídicos
e científicos, além da diretoria jurídica e equipe. Casos
peculiares foram apresentados e questionamentos
comuns
dos
representantes
comerciais
foram
esclarecidos. A mesa foi composta pelo diretor jurídico,
Dr. Walduy Fernandes, e pelos conselheiros jurídicos e
científicos Dr. Helder Lucidos e Dr. Pedro Ovelar.

protocolos necessários para um bom atendimento ao
associado e pacientes. Na ocasião, também foi realizada
uma retrospectiva de 2020 e o planejamento para 2021.
Para finalizar a sequência de eventos, o I Encontro
Nacional de Associados Anadem trouxe palestrantes
como Dr. André Chiga, Dr. Rodrigo Achilles, Dr. Alexandre
Kalache e Dra. Edméa Oliva Costa. Todos os assuntos
foram pensados exclusivamente para os profissionais
de saúde associados — Marketing médico; Depressão e
suicídio entre médicos no Brasil; Segurança em cirurgia;
Finitude e a revolução da longevidade; etc.
O presidente da Anadem, Dr. Raul Canal, encerrou
agradecendo a presença e empenho de todos e
relembrou o compromisso da instituição com a prestação
de serviços de qualidade. “Nosso propósito é oferecer
sempre o melhor aos nossos associados".

A programação seguiu com uma série de palestras de
diretores e coordenadores da maior rede de blindagem
profissional do Brasil, apresentadas no 23º Seminário
Nacional Anadem. Temas como “reflexões sobre as
transformações digitais da medicina”, “panorama de
sinistralidade médica”, “direcionamento estratégico do
Sistema Anadem 2020-2022” e “projetos especiais junto
à classe médica” foram abordados.
Também foi realizado o 1º Seminário Nacional Cirurgia
Segura. A diretoria e equipe do produto falaram sobre
segurança em cirurgia, crescimento do mercado e
sinistralidade. Uma mesa de debate também foi realizada
para sanar dúvidas e prestar orientações de vendas e
Texto: Andrew Simek / Imagens: Arquivo Anadem

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Novembro | Dezembro de 2020

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O último Happy Hour de 2020 foi no bom e velho modo presencial. Mesmo o uso constante de máscaras
não escondeu a alegria dos que se renderam a uma noite regada de sorrisos, música e muitas saudades.
Ray Douglas foi o responsável por animar os casais apaixonados. E como nem tudo mudou, dezenas de
itens foram arrecadados e doados ao Grupo de apoio Aconchego.

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Setembro | Outubro de 2020

A tradição de comemorar aniversário na AMBr foi mantida. Os Drs José Costa e
Advanir foram recebidos com bolo pelas famíias

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Novembro | Dezembro de 2020

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PRODUÇÃO CIENTÍFICA

FEPECS E AMBr FIRMAM IMPORTANTE
PARCERIA

Cooperação técnica aumenta o vínculo entre os campos de produção
científica das instituições
Um importante passo para a produção científica
do DF foi dado. A Associação Médica de Brasília e
a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciência da
Saúde (Fepecs) assinaram um acordo de cooperação
técnica entre as duas instituições, aumentando os
vínculos entre seus campos de produção científica,
com ênfase especial no ensino e pesquisa e outras
áreas acordadas.

de viabilizar ações mais próximas entre a Fepecs e a
AMBr, trará benefícios para toda a classe médica em
nível de gestão e de educação”.
Também estiveram presentes representando a
Associação Médica, o presidente e vice-presidente
da AMBr, Ognev Cosac e Tamer Seixas; e os diretores
Orlando Faria, Francileide Paes e Aloisio Nalon.

Na prática, a parceria trará o intercâmbio de
comunicação e divulgação das produções científicas,
o apoio na editoração das respectivas revistas, o
lançamento de edição especial das revistas com
temáticas relevantes, intercâmbio de recursos
humanos, premiação aos autores, oferecimento
de capacitação aos parceiros na temática da
produção científica e a participação de eventos/
exposição/palestras/seminários para divulgação das
publicações.
O diretor de Editoração Científica da AMBr, Eduardo
Freire, se mostrou bastante satisfeito com a parceria
e afirmou ser fundamental para o crescimento da
produção científica da capital.
Carlos Humberto, diretor executivo da Fepecs,
agradeceu e disse: “Com muita alegria assinamos
esse acordo. Acredito que este instrumento, além

Carlos Humberto e Ognev Cosac assinam acordo

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CRÔNICA

Por Dr Wilson Carlos de Souza

O TEMPO
O tempo é movimento. Se tudo parasse não haveria como falar em tempo. Sempre tivemos a preocupação de
medi-lo. Nossas medidas se baseiam nos movimentos de rotação (dia) e translação da Terra (ano). Um tal de
Einstein inventou o espaço-tempo, coisa essa que só ele sabia e mais umas seis pessoas no mundo sabem, ou
dizem que sabem, o que seja. Para explicar isso usou um trem em movimento, passando numa estação. Ou seja,
sem movimento não existe nem a tal Teoria da Relatividade. Mas que o tempo é relativo não tem dúvida. Você
de boca aberta na cadeira do dentista, com um aspirador de saliva manejado por uma ajudante displicente e
um profissional destruindo sua dentina com uma broca de altíssima rotação, verá que o tempo não passa. Já
numa mesa de botequim... amigos...chope gelado e torresmo... o andar da carruagem é outro. Santos Dumont
a bordo do 14-Bis, não podendo levar um relógio de pêndulo, inventou o relógio de pulso. Relógio de sol, quem
não o conhece ainda pode encontrá-lo no Parque da Cidade. Ampulheta, é onde se vê, literalmente, o tempo se
escoando... Relógio atômico (Vige!!!), baseia-se nas oscilações do átomo de césio 133, ou sejam, exatamente 9
192 631 770 vezes por segundo. Mesmo assim é imperfeito pois atrasa 1 segundo a cada 65 mil anos... Grande
porcaria... Relógio que atrasa não adianta... Os tempos idos, ou passados, são os melhores sempre... “que
saudade que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida...” ( Casimiro de Abreu )... “eu daria
tudo que eu tivesse, pra voltar aos tempos de criança...” ( Ataulfo Alves ). O tempo também mede distâncias.
Daqui a Goiânia são 20 minutos de avião ou 3 horas de carro. Tem um tal de ano-luz: é a distância percorrida
pela luz a 250 kms/seg durante 1 ano... (Nossa Senhora!!!) “Quanto tempo o tempo tem? O tempo tem tanto
tempo quanto o tempo tem”, bonitinho mas não quer dizer nada... Minha mulher me disse um dia desses que
a vida é muito curta, que o tempo passou muito depressa... e eu respondi que para ela foi assim... porque ela
se casou muito bem...

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CRÔNICA

Por Dr Paulo Horta

Roberto Alcântara é um aprumado sexagenário com histórico de quem foi bonito e
elegante. Ainda hoje muito comunicativo, espirituoso e também ...rico.
Raquel, jovem de rara beleza, alta, elegante, vivaz, alegre, mas também ambiciosa e
pragmática. Decidida.
Como um mais um, resultou um produto duplo: paixão, atração, sexo e convivência
feliz.
Raquel, gatíssima, melosa, disfarçava a verdadeira onça, felinamente visando a
indefesa vítima.
Sabendo da fortuna do companheiro, arquitetou e armou golpe fatal. Mercê de
convivência intensa e dirigida, diuturna, repleta de carícias, beijos, sexo arrebatador
e completo, logrou a recompensa pelo sacrifício dispendido nos dias em comum;
pior, das noites sofridas na companhia do velho.Conseguiu vultuoso seguro de vida
em seu nome.
Como obter a recompensa tão merecida? Veneno, tiro, faca.... nem pensar. Seria
descoberta.
Depois de muito matutar, sendo jovem, saudável e desprovida de fatores de risco,
bolou a devida estratégia.
Compareceu a festas, reuniões, encontros, inaugurações, passeatas em favor do
governo e contra o governo. Abusou.
Febril e com tosse, aguentou firme e sem queixas, promiscuindo-se o mais possível
com o amante.
Dito e feito:
Ambos com COVID-19.
Alegria, alegria. O velho certamente sucumbiria ao vírus e ela, tirando de letra, herdaria
o espólio.
O imponderável!!!
Roberto paradoxalmente cursou sem maiores problemas e logo recebeu alta
médica.
Raquel evoluiu para pneumonia, intubação e óbito.
Roberto ainda hoje chora a perda da amada .

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CRÔNICA

O TESTE DA
EMPADINHA PARA
CERTIFICAR DA CURA
DE UMA DOENÇA
Por Luiz Augusto Casulari Roxo da Motta

O restaurante Caranguejo em Copacabana declara fazer a melhor empadinha do Rio de Janeiro. Os
cariocas,assim como os mais recentes, como eu, ficam impressionados e acreditam nessa pouca modéstia
desse restaurante. Mas, esse autoelogio, é comum entre os estabelecimentos cariocas. Por exemplo, na
Galeria Menescal tem o melhor quibe da cidade.
Ao se consultar o Google, vemos que não existe muito segredo. Todos os especialistas,
e como tem receita disponível, usam farinha de trigo, ovos, manteiga e sal a gosto. O
recheio varia de acordo com as preferências do degustador. Eu, por exemplo, gosto
daquele de camarão na empadinha servida no Caranguejo. A presença de azeitona
compõe a finalização da empadinha. Tem até um aviso de cuidado com o caroço
pendurado em local visível. Concordo com o Augusto Dê Marco: a oliva é
fundamental para o recheio. Tomar um chope servido no balcão, junto com
uma dessa iguaria, é um dos meus prazeres logo que chego ao Rio de Janeiro.
Deixo antes as malas no apartamento para que a Lucilia faça aquilo que mais
gosta na vida: arrumar as nossas coisas.
Os garçons,simpáticos,servem de maneira contínua, sem parar, levas e mais
levas de chope e os petiscos disponíveis: bolinhos de bacalhau, pastéis
de vários recheios e a nossa empadinha. E fico observando os cariocas
salvando o mundo, dando opinião abalizada sobre tudo e sobre todos,
porque ninguém é mais sábio do que eles. Nunca tive a coragem de
perguntar para os frequentadores deste espaço democrático, vizinho ao
balcão do restaurante, porque os seis últimos governadores foram presos e
o atual está indo para o mesmo caminho. Fora os torcedores do Flamengo,
que são chatos e inconvenientes em toda parte, aprendo muito com as
conversas ouvidas das pessoas que se colocam no espaço entre o balcão e
a banca de revista, com um copo de chope nas mãos. Então, não é somente
o beber por beber chope ou degustar o “tira-gosto”; é o ambiente de boteco
que me fascina mais por ali. Tem-se que ouvir a filosofia de bar para que aquele
chope feito de cereais não maltados (milho!),anunciado em pequenas letras no
rótulo pelo fabricante, ter o mesmo gosto daquele puro artesanal.
Mas a empadinha do Caranguejo é diferente, é nobre, sem a enganação do chope.
Pessoas importantes deram o seu depoimento a propósito da empadinha do Caranguejo.
Pode até ser que esse entusiasmo esteja influenciado por essas crônicas, que estão pregadas
em cada lado das paredes do balcão. Confesso que as opiniões dos outros, importam-me
muito. De um lado da parede tem um texto do Luis Fernando Veríssimo, que se diz um glutão das
empadinhas e similares. Na outra parede tem o depoimento do Ruy Guerra, que foi degustar a empadinha do
Caranguejo, depois de fazer sessões de radioterapia e quimioterapia na garganta. É deliciosa a sua descrição
de como as empadinhas foram deglutidas com saliva suficiente para declarar-se curado, sem sequelas, da

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Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

doença. No mesmo texto, ele recomenda ao presidente Lula fazer o mesmo teste da empada do Caranguejo,
porque se tinha a notícia de que fazia o mesmo tratamento em São Paulo. Não tenho informação se o Lula
compareceu para o teste.
Mas, minha admiração pela empada nada tem a ver com as declarações de escritores a propósito dela. Muito
antes de ter esse conhecimento das opiniões desses letrados, tinha o hábito de comer uma empadinha e
um suco de caju na lanchonete que se encontra na entrada do Shopping Conjunto Nacional, em Brasília. A
empadinha ali nada tem de refinado. É como dizem os menos sofisticados em alimentos: é para “matar” a
fome mesmo. Mas esta iguaria tem uma coisa em comum com aquela sofisticada do Caranguejo: deveria
servir para melhorar meu astral após um infarto agudo do miocárdio, como para o Ruy Castro o foi para
outra doença.
Antes de adquirir o apartamento vizinho ao Caranguejo, sofri um infarto e fui muito bem tratado, em tempo
hábil, para ser colocado um stent, e ficar praticamente sem sequela. Tinha uns 15 dias desse evento quando
saí pela primeira vez de casa. Fomos ao Conjunto Nacional acompanhado pela Lucilia e a Ana
Cláudia. No carro dirigido pela Lucilia, porque infartado não pode guiar automóvel, pensei qual
seria a satisfação que iria me proporcionar naquele shopping. O problema foi que pensei alto
ao dizer que queria comer a empadinha. Foi um escândalo. Cada uma se indignou ao seu
modo, mas o resultado final foi de que se eu comesse aquela quantidade de farinha,
manteiga, ovos (meu Deus, ovos para infartado!), teria um infarto antes de terminar
de degustar a empadinha. Mesmo os meus argumentos de médico competente
e pesquisador de que a aterosclerose, que me levou ao infarto, começou há
mais de 30 anos, pelo tabagismo, principalmente, não convenceu nenhuma
delas. Nem mesmo a Lucilia, médica como eu. A Ana Claudia olhava para mim
com olhar de reprovação e indignação que assustaria qualquer pai infartado.
Tenho a convicção de que outro pai jamais comeria uma empadinha em
qualquer lugar do mundo, muito menos aquele ensopado de gordura trans
que está presente na empadinha do Conjunto Nacional.
Enquanto descia do carro no estacionamento, pensei em uma estratégia
infalível: eu as deixaria na Loja Zara, onde a Lucilia se deleitava em fazer
suas compras para manter-se elegante como uma Domingues; também,ela
se ocuparia com mais uma tentativa de convencer a Ana Claudia a comprar
qualquer peça de vestuário, qualquer uma, desde que comprasse. Essas
duas atividades levariam que as duas esquecessem-se de mim.
A Loja Zara fica no segundo andar do shopping e a sonhada empadinha no
térreo. A desculpa que estaria na livraria Saraiva em frente, como sempre
fazia para que ela percorresse todas as lojas, como era o nosso hábito nas
visitas anteriores, era perfeita, dentro do esperado.
Não lembro quanto tempo fiquei com a ideia fixa na empadinha a ser saboreada
em pouco tempo e olhando os títulos dos livros, CDs e DVDs. Desci a escada rolante
da praça da alimentação, bem longe do olhar das duas. Pensava comigo mesmo que
venceria aquela disputa sem sentido com as duas inquisidoras.
Quando estava na fila do caixa da lanchonete para comprar a ficha, que daria acesso ao
meu consumo pós-infarto, eis que surgem as duas com toda indignação de quem se sentiram
enganadas. Para dizer a verdade, o olhar da Ana Cláudia foi o que mais me convenceu de que meu
pecado era mortal: comer aquela empadinha.

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Novembro | Dezembro de 2020

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Dorinha Gonçalves

Inverti a lógica da procura e saí a pensar no poeta de destaque para essa edição
a partir do tema.
Claro que não deu certo, pois logo diversos nomes me vieram à memória,
confundindo a intenção temática.
Por acaso esbarrei na lembrança de Sophia de Mello Breyner Andresen, cuja obra
conheço menos do que deveria. Mas, como tudo o que ela escreveu me agrada,
pensei... é ela mesmo! Poetisa maior, grandiosa, descendente de dinamarqueses
e da antiga aristocracia lusitana, com seu estilo impecavelmente rítmico. Aliás,
só ela, tão lapidada, tão clássica, pra passear absoluta, sobre a criação do maior
poeta da língua portuguesa. Quer ver que luxo?

SONETO À MANEIRA DE
CAMÕES

AS ROSAS

Esperança e desespero de alimento
Me servem neste dia em que te espero
E já não sei se quero ou se não quero
Tão longe de razões é meu tormento.

Quando à noite desfolho e trinco as
rosas

Mas como usar amor de entendimento?
Daquilo que te peço desespero
Ainda que mo dês - pois o que eu quero
Ninguém o dá senão por um momento.

É como se prendesse entre os meus
dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,

Mas como és belo, amor, de não durares,
De ser tão breve e fundo o teu engano,
E de eu te possuir sem tu te dares.

O vento bailador das Primaveras,

Amor perfeito dado a um ser humano:
Também morre o florir de mil pomares
E se quebram as ondas no oceano.

E a exaltação de todas as esperas.

A doçura amarga dos poentes,

Sophia de Mello B. Andresen ( 06/11/1919 Porto - 07/07/2004 Lisboa) foi a primeira
mulher portuguesa a receber a mais importante comenda literária da língua lusitana,
o Prêmio Camões em 1999.

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Novembro | Dezembro de 2020

h t t p s : // w w w . e s c r i t a s . o r g /
a u to r e s /s o p h i a - d e - m e l l o breyner-andresen.jpg

Para essa primeira edição do ano, a intenção era falar de esperança- mote da
capa da revista, da Palavra do Presidente e sentimento recorrente nas páginas
ainda em branco de um ano que começa.

Dra Alba Mirindiba
NATAL
É chegado o Natal,
Aniversário do Salvador,
Que a todos conduz
Por seu caminho de amor.
Seu nome é Jesus.
Ele é o nosso Senhor!
Das trevas nos trouxe à luz...
Do céu veio por meio de uma mulher,
Obra do Espírito Santo,
Para nos apontar a direção,
Ensinar-nos a Verdade
E dar-nos vida em abundância.
Quem tem tanto amor?
Quem tem tanta tolerância?

Quem aborrece o pecado,
Mas ama o pecador?
Quem traz paz incomparável?
Quem atende ao sofredor,
Ao pobre,
Ao necessitado?
Senão nosso Jesus amado?
Por tudo isso,
O Natal deve ser comemorado
E seu nome exaltado.
Gratidão e adoração
Honra, glória e louvor
Ao Nosso Mestre, Salvador e Senhor!

Dr Ronan Augusto
Ouve, filho! Tem ciência!
Essa vida é luta inglória.
Guerra longa e sem vitória,
Contra nossa impermanência.

Só aquilo que padece Ao final de seu calvário Abre o espaço necessário
Para a gema que floresce.

A planta nasce.
O galho cresce.
E a seiva que enverdece
Tem na flor a apoteose.

Acha sêca é a lareira.
Folha morta, o adubo.
Tronco ao chão é um assento.
Sua ausência, uma clareira.

E, depois, o viço murcha.
A seguir, o tronco racha.
Se era tenro, vira rocha.
No final, apoptose.

Logo, meu amor, percebe:
Passageira é a matéria.
Mas perene é toda idéia
E o que dela se concebe.

Parece triste.
Eu sei...
Mas... presta atenção!!

(R.A.A.H.C., Nov./2020)

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

33

A esperança é um dos temas mais presentes na produção poética.
Mesmo em versos de amargura...

Dr Fabio Humberto

Coragem (1998)
Às vezes, na vida, nos deitamos covardes
-É inútil a vontade nos lares sem brioOs dias se estendem por entre as tardes
Faltando coragem ao olhar arredio
A Alma covarde, quando inteira, é metade
Faltando a todo e qualquer desafio
(E quando anoitece, a noite invade
Os corpos covardes que tremem ao frio)
Mas eis que um fogo, uma chama que arde
-Que faz o alarde dos mares braviosSurge, e a chuva, vira tempestade
Destrói, da preguiça, seus frágeis navios
(O destino se esculpe a golpes no mármore
Pois não são perenes os cursos dos rios).

Dr Joseph Carvalho
Presentear:
No firmamento uma estrela brilhou,
Para anunciar a chegada do Redentor.
Enviado pelo criador,
Para redimir todo pecador.
Belchior, Baltazar e Gaspar,
Estavam a observar,
E seguiram sem pestanejar;
Para a origem da luz encontrar.
Procuravam um palácio,
Digno de um imperador,
Mas a casa de um carpinteiro,
A estrela os guiou.

34

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

Ouro, incenso e mirra
Na natividade se ofertou
A Jesus, nosso senhor!
Que retribuiu com a benção do
seu infinito amor.
JMCarvalho

Dr Marco Antônio Vieira Paschoal
Vai passar ou Poema meio sujo
Finge.
Ah, Esfinge!
Não a decifro,
Não me devora.
Passa um ciclista, me avista,
Berra:
Ê, bebum!
Solto um pum e grito:
Pinta este de azul, filho da puta!
Ele não escuta, pedalando para o
nada.
Nada que eu conheça ou saiba
Nada que eu saiba...
Sei nada!
Aquela empada de ontem virou
merda,
Como o caviar que alguém comeu à
mesma hora.
Ora! Ora! Você por aqui? Alguém diz.
Já estou de saída, sorry.
Speak english?
O silêncio é de ouro. Como resposta,
então...
No caminho de casa tinha um
terreno baldio,
Tinha um terreno baldio no caminho
de casa,
No caminho de casa tinha um
terreno baldio,
Murado.
Encostado ao muro, um soldado
E a filha da D. Ritinha com vestido
levantado.
Olha ali, o Steve, meu amigo!
Ô, Steve,
Ouça o que digo:
Computador poderá sentir dor?
Dor de corno,

Nesta derradeira noite,
Misturei saudade com a tarde,
Com a noite, com o dia,
Abdiquei do amor,
Caí na putaria,
Amanheci na igreja, na porta da
igreja,
Comendo pão (que o diabo
amassou),
Bebendo cerveja e pensando em
você
(Saudade!).
O padre me borrifa água benta
E o diabo que vade retro!
Subo aos céus,
Deito num colchão de nuvens
E me perco “nel blu dipinto di blu”.
Marte e Vênus disputam a mesma
casa astral
Mas, eu sou Virgem e a lua me guia
E me sussurra adeus,
É dia de encontrar o meu amor
(Venite all’ agile),
História comprida de muitos anos,
Anos antes, até, de conhecê-la,
Sempre na memória e na alma,
Viagem lisérgica.
Minha irmã é alérgica a camarão,
Eu a penicilina.
Minha vida se inclina.
Conheci uma menina papa fina
(Isabel Regina!),
Coisa transcendental,
Talvez de outras vidas.
Eu mostro o dedo para a Morte,
Que se aproxima.
Ela não vê,
Ou faz que não,

Dor de cotovelo?
Saudade?
Algum remorso?
Experimentar um orgasmo?
Pasmo, Steve agoniza e olha o céu.
Mozart rege a Lacrimosa,
Uma passista gostosa rebola,
Atravessa o ritmo,
Reclama:
Não sou apenas um corpinho bonito,
desfrutável.
Uma feminista a abraça,
Aperta, afaga, consola, protesta:
Nenhum homem presta
E vai ter festa lá no meu apê!
Passa um bonde, tocando funk,
putaria,
Patrocinado pela Lei Rouanet.
Um menino mija num poste,
Um cara de smoking desce de um
Porsche,
É assaltado,
Perde uns dentes e o carro chique,
Sua acompanhante dá um chilique,
É estuprada ali mesmo,
Largada na sarjeta.
Uns PMs degustam um torresmo
Num boteco da esquina.
Nenhum viu a sina do casal,
Que é veiculada nas notícias da
noite.
Mas, a dor da gente não sai do
telejornal.
Quero voltar para casa.
Não há mais casa, José.
Você perdeu tudo no jogo, seu
bosta.
Inclusive sua mulher, embolada na
aposta.
Acabei de lembrar porque bebo!
Minha vida daria um romance barato.
Brochura,
Largado num canto de um sebo.
De cima da ladeira
Desce o som de cuícas, tamborins,
pandeiros,
A cantoria de sambistas.
Vem descendo o corso,
Baianas, reis, piratas,
Mestre-sala, porta-bandeira,
passistas.
Entro no cordão,
Me enfeite de confete, serpentina,
Abraço uma colombiana e sigo
cantando.
Vai passar!

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

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Dr Bruno Ramalho
proteção
quero que este poema seja pedra.
não. que seja muro
e força de proteção
para esse coração que bate
em tudo o que me passa vida:
as coisinhas, as costuras, as lucidezes,
o que sai da palavra que escrevo
e volta,
cabe na mala em que me carrego.
quero escrever um universo
ou qualquer coisa que seja enorme,
múltipla, coisa de mulher.
não. a fuga do que for pouco
porque há orgulho em ser maior
com humildade
densa o bastante para encontrar
sem fraquezas
a palavra certa para a poesia.

espírito incauto e escorregadio
a conectar caminhos diversos,
em traços apátridas,
sem a ditadura das formas,
proteção e guarda dos agoras.
sim. a língua dos jovens,
as ruas e os ressignificados.
quero o sentido achado em sua falta.
sim. eu sou, enfim, de muitas personas
e, aqui, algo Orides,
com uma certa antipatia aparente,
mas a inchar-me de humores,
amores e o que mais houver que caiba
aos poetas,
e que você possa sorver
em quatro estrofes de nove versos.
percebido, sim ou não, protejo-nos
neste poema.

quero escrever uma fala do tempo,
para datar o atemporal,

Dra Tânia Torres Rosa
Decúria do Amor.
Amores como o nosso são exceção.
Mas, para nós
Esses são!
Perdidos juntos na multidão.
Escondidos em nossa solidão.
Amamo-nos com desesperada paixão.

Você eu sempre invado
Vadiamente.
Minha eterna mente!

Murmúrios e suspiros.
Ecos do amor.
Amoreco!

Te acendo
Para que te ascendas
Desvendando as sendas.

O fogo que em mim atiças
Me motiva a erguer taças.
Brindo a tuas troças.

Revista Médico em Dia

Você e eu.
Eu mais um. Eu com um.
Que se torne comum.

Beijo. Abraço.
Língua e braço,
Beijaço.

36

Você é o mel que me embriaga.
Cheio de caloria.
Meu limite: Até que o calor ia...

Te amo de um tanto!
E no entanto,
Não advinhas o quanto.

Novembro | Dezembro de 2020

Dr Luciano Henrique Santos
NOVO ANO NOVO
Tempo de acabar
Tempo de chorar
Lembrar do tempo
Que começa
De novo
Ciclo após ciclo
Tempo de agradecer
Tempo de sorrir
Sorrir de lembrar
Que tudo passa
Passa o tempo
Passa ele

Passa tu
Passatempo
De esperar
O tempo
Começar de novo
Ano novo
Bsb, 22/12/20
LHPSantos

Dra Myria Egito
SÓ O LUAR ESCORRIA,
no leito do rio.
Quais fios de prata
a lua marcava
rugas no pó.
A terra seca cheira morte.
Vincada e altiva
a face do sertanejo,
olhos chovendo pranto.
Sede que bebe nuvens...
Reza que toca o céu.
Chuva e pranto

na face do sertão.
Vermelha a noite
promete chuva
que não vem.
O sertanejo sanfoneia
a tristeza em xaxado,
o choro em baião.
E pés rachados
levantam poeira,
espirais de recados
para estrelas.

Dra Tatiana Chiara
Palavras com cor
Palavra,
Antes, podia te enterrar em mim,
podia te guardar em alguma esquina ou
te esconder num canto, qualquer canto.
Agora, a palavra
grita em mim
por falta de respeito? por falta de
espaço?
Antes te escondia debaixo do tapete
das horas e dias,
mas...agora, começou a gritar em mim
e por mim,
fazendo barulho tão alto que me acorda
em meio a todas emoções.

Querida palavra, não seria mais fácil
seguir sem você?
Seguindo as horas repetidas
convencendo-me de que posso viver
sem escrever ou desenhar no vento.
Não, não
escrever virou peça de vestir,não posso
sair nua.
Escrever fala
Escrever grita, canta,
Escrever alivia dor, ou será que cura?
Escrever é um clarão em mim.
E assim, surgem cores, aquarela sem
fim.

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

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F E L I Z

N ATA L
O Natal e o Ano Novo foram bem diferentes
do que todos estão acostumados. Mas
apesar das distâncias, o amor transbordou
e as tradições foram mantidas nas famílias
dos nossos associados.
Dra Rosa E Dr Tenório... corrida de natal!

O vascular Dr Claudio Hideki Goto, com a esposa,
a pediatra Dra Luciana Tonussi Arnaut e a filha
de 2 anos, Lívia Arnaut Goto.

38

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

Dr Fabiano Miquelante; Karen Kuhlmann; Artur
Miquelante; Sofia Miquelante; Vick (cadela)

Dr Rafael Villella, a esposa Letícia e a neném
Luisa

A patologista Dra Filomena

Dr Luís Fernando Marouelli, a arquiteta Fran e a
filhinha do casal, Sophia

Dr Paulo Feitosa , Gabriela , Pedro e Tiago em
clima de férias

Dr Aristeu Correia com a amada Edna e as filhas
Mariana, Juliana e Carolina

Dr Dival Gomes e Dra Frederica Berninger

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

39

Dr Nava e família

Dra Myria do Egito com a irmã,
Fortaleza.

Kira,

em

Dr Luis Introcaso, a netinha Melissa e o
curioso Nilo VI

Família de médicos, Dra Valéria Cunha , Dr
Estenio e os filhos seguindo os passos!

40

Dr José Vianna e Dra Maria das Dores (Dorinha)

Dr Fabio Stein, com a mamãe Helena e com
a noiva Ramaina e os netinhos Enzo, Daniel e
Rafael

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

Em tempos de COVID, natal no parque! Assim
fez o psiquiatra Dr Odilon Alves, na foto com
os netos

Nicole garantiu a self de Natal da família do oncologista
Dr Arturo Otaño. Na foto, a esposa Dra Maristela,
Endocrinopediatra, a mamãe Alzira (enfermeira
aposentada) Nicole, o pequeno Heitor e Ana Felicita

A chefe de eventos da AMBr, Christiane Villas
com os netinhos Nalu e Joaquim

Dr José e sua amada Vânia, em Paracatu.

A nefrologista Dra Jacqueline Santana, o esposo
Carlos e os filhos Valentina, Gustavo e Maria
Cecília

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

41

Dra Lucila Nagata e Dr José Carlos de Almeida,
renovando as energias em Ilha do Boi , Três
Marias (MG)!

Dr Aliomar e Dra Dora... Feliz ano novo

42

Dr Victor, festejando a chegada do ano com sua
professora Dra. Jordanna Diniz, o marido Dr.
Kim, outro amigo Dr. Caio e com a namorada
Giovanna

A pneumologista Dra Mayra Creao - Natal na
Igreja Dom Bosco e a virada do ano em família

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

Dr Carlos Jansen e sua Josy, viva o ano novo!

Dr Alberto Barbosa e Claudia

O anestesista Dr Levino e a esposa Kelly

Dr Machado e sua Rita

O ginecologista Dr Antonio Werlon e Graça

Dra Roza e Dra Josélia, saudando o novo ano

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

43

O anestesista Dr Enéas e a esposa Andreia

Dra Silvana Karnib e o namorado Henrique

Dr Ognev Cosac e a esposa Dorinha. Ao centro,
a amiga Márcia.

Casal Marouelli em clima de réveillon

44

Dr Fernando Luna, festejando a virada do ano
na casa do Dr Ognev Cosac

Dr Alcides Dourado celebrando com a esposa
Vanilda e os filhos

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

Dr Lima , a filha Nicole e a esposa Kátia

Na casa do cirurgião de cabeça e pescoço Dr José
Costa, pai e filhos saudaram musicalmente a chegada
de 2021

Dr Maurílio e Graça, brinde ao novo ano

A Jornalista da AMBr, Natalia Rabelo, com os
pais Virgílio e Dorinha Rabelo

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

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CINEMA

UM HOMEM ENTRE
GIGANTES. A SAGA DE
BENNET OMALU
Década de sessenta, um menino nigeriano corria pelos
campos da sua pequena aldeia. Olhava as nuvens e
viajava acima delas nos seus sonhos infantis. Acreditava
voar, ultrapassar o cumulus africano com asas de anjo
e ganhar altura na estratosfera. Queria olhar o mundo
de cima, como o falcão que plana majestoso, incontido,
inalcançável. Sua ambição era um dia chegar na América,
a terra das oportunidades, um continente distante, onde
poderia ser o que quisesse e orgulhar a sua família com
méritos próprios.
Sem amarras, nascido nos tempos da Guerra Civil de seu
país, seu sobrenome tinha um significado enraizado na
sabedoria do seu povo.Onyemalukwube é a tradução
pura de “se um homem sabe algo, ele deve falar”, uma
expressão que ele carregou no nome para entender a
importância etimológica nas suas ações futuras a lhe
tocar o destino.
Omalu, garoto precoce e inteligente, gostava de estudar,
era curioso e determinado. Focado nos livros, entrou aos
16 anos de idade na Faculdade de Medicina da Nigéria.
Formado, foi fazer a residência médica nos Estados
Unidos em Patologia Forense, tendo se especializado
em medicina legal e neuropatologia. Virou um afroamericano circunspecto, compenetrado, religioso e

46

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

Por Dr Aloisio Bonavides

trabalhador. Metódico, não economizava os detalhes na
sua prática como legista, conversava com os mortos em
um ritual personalíssimo, um colóquio fraterno e humilde
a lhes pedir ajuda no exercício de suas necrópsias. Era a
chave de ignição para o início do seu dia profissional.
A bênção que alimentava o seu espírito. Examinava
lâminas em um microscópio de forma compulsiva como
a rastrear algo imperceptível. Vivia para a Medicina,
como um sacerdote obstinado. Solitário, encontrou em
uma reunião da Igreja uma jovem enfermeira nigeriana,
Prema, e descobriu a solidez emocional que tanto
procurava. Uniu-se a ela para formar uma família e
construir uma vida feliz. Morava em Pittsburgh, a meca
do futebol americano, mas nunca ia aos jogos. Seu
chefe, Cyril Wecht, era um bom médico também, ético,
digno e acadêmico. Havia examinado os corpos de Elvis
e John Kennedy e feito fama.
Do outro lado da cidade, um homem, outrora um
grande astro, famoso e milionário da Liga de Futebol

Americano, agora aposentado, agonizava na sua
decrepitude. Demenciado, agressivo, deprimido e com
alucinações em seu encalço, era o protótipo de um
miserável alucinado. Tilintava um sino em suas têmporas
a ensurdecê-lo. Com sintomas parkinsonianos, largara
a mulher e os quatro filhos e se refugiara drogado e
fétido em um carro para viver sozinho, abandonado.
Um ermitão exilado, profundamente auto-destrutivo. A
trovoada que ocorria em seu cérebro lhe consumia as
forças. Sua energia vital desaparecera.
Mike Webster, ex-jogador do Pittsburgh Steelers na
década de 70, ícone e campeão da Super Bowl em várias
temporadas, era este infeliz cuja sombra adentrara às
profundidades das trevas. Omalu estava de plantão
quando o cadáver de Webster chegou-lhe às mãos.
Parecia uma parada cardíaca, talvez um infarto agudo
do miocárdio, mas a intuição mesclada à sabedoria
fez o nigeriano se deter também no cérebro falido de
Webster. Como um detetive diante de um mistério,
seguiu a perseguir o culpado pelo estrago cerebral do
pobre homem. Incansável, mapeou uma proteína, a
famosa TAU, invasora dos sulcos cerebrais em zonas
perivasculares do cérebro do jogador e surpreendeu-se
com a sua distribuição anômala.

da aposentadoria de homens como Webster.
O esporte adorado e mitificado pela cultura norteamericana era surpreendentemente desafiado por um
legista vindo da Nigéria, que ignorava a importância
daquele negócio nas vidas e nos bolsos dos cidadãos
e grandes empresários americanos. Mas, curioso
e teimoso, foi estudar os meandros do esporte.
Concentrou a sua atenção no que mais entendia, o
corpo humano. Conseguiu convencer um conhecido
neurologista que havia trabalhado por muito tempo na
Liga e a inteligência mais acadêmica da Universidade de
Pittsburgh passou a lhe dar créditos. Escreveram então
juntos um artigo, um relato de caso de boa qualidade
na conceituada Neurosurgery. Foi uma estrondosa ação
impertinente de sete cavalheiros do mundo da ciência.
Omalu desafiou os gigantes da Liga, beliscou-lhes a
carne ao descrever a encefalopatia traumática crônica
e colocá-la em destaque no contemporâneo dicionário
nosológico. A reação foi imediata. Desacreditar,

O legista considerou a possibilidade destas zonas
absorverem traumas repetitivos diretos por longos anos,
desencadearem a fosforilação da proteína e em última
instância levar à morte neuronal. Fenômeno semelhante
à Dementia pugilistica, existente em boxeadores.
Era um cérebro doente, desmontado na sua fisiologia,
provavelmente fruto das regras abusivas do esporte
mais popular dos americanos. Uma vítima massacrada
por anos de negligência na colisão dos capacetes
da linha de ataque com a linha de defesa. O balanço
hipercinético da massa cerebral envolta pela calota
craniana era comum nos heróis dos jogos de Pittsburgh.
A concussão resultante sempre foi desprezada ao longo
dos anos. O império gigantesco de milhões de dólares
da Liga de Futebol Americano estava sendo ameaçado
por Omalu e o universo de prestígio e fama de seus
jovens jogadores se confrontava com a finitude inglória

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

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ofender, ridicularizar e pulverizar a imagem do
primeiro autor do artigo foi a estratégia dos gigantes
capitalistas. O confronto entre o Quixote da ciência e
o mundo consumista foi desigual e covarde. Não era
da sua essência alijar-se e ao descobrir novos casos de
jogadores no mesmo abismo de Webster, fortaleceu-se
ainda mais na sua firmeza para a briga.
Hollywood gostou do enredo da vida real e o transformou
em um belo filme sob a batuta cinematográfica do
diretor Peter Landesman. A obra consegue tocar a quem
assiste, usa uma narrativa cativante e trabalha com
personagens fortes e verdadeiros. O filme “Concussion”
ou “Um homem entre gigantes”, estrelado por Will Smith
no papel de Omalu é uma agradável surpresa. Parte de
uma temática curiosa e conta a história de uma forma
bonita sem apelar ao melodrama. Will brilha como
protagonista e reafirma o seu talento eclético para
viver múltiplos personagens. Flexível, o ator consegue
dosar suas emoções para atuar desde em um filme mais
comercial de super-herói, onde o importante é comer
pipocas e rir com a frequência cardíaca aumentada, até
em conteúdos mais reflexivos e sensíveis como este.
A presença da jovem atriz inglesa Gugu Mbatha-Raw
confere muita credibilidade ao romance de Omalu. Os
personagens se encontram em um desenrolar que deu
muito certo. “Concussion” acerta em vários momentos,
principalmente no ato de contar uma história. E faz sem

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Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

tendenciosismo ideológico neste conturbado barril de
pólvora em que Trump vive. Mostra um país enorme,
os Estados Unidos, com sua população multi-étnica,
receptora de imigrantes, heterogênea, tendo que lidar
com situações difíceis em nome da defesa da sua
cultura nacional e o seu ganho capitalista. Ao mesmo
tempo, como nação democrática e autônoma ao fixar
seu marco civilizatório, a águia americana não somente
lambe seus filhotes, mas puxa para si filhotes de outros
ninhos que também voam alto.
O clímax do filme está no confronto entre a nação
consumista e o médico, que não é louco, mas sim um
desafiador. Ele mexeu com a catarse coletiva de um povo.
Embora em um delay compreensível, a Liga percebeu
em um segundo período as boas intenções de Omalu.
Seus meninos estavam morrendo. O duelo vencido pelo
legista, desmistifica a máxima de dinheiro acima de
tudo. O médico das areias quentes da África foi aceito e
hoje influencia todo um trabalho de prevenção ao dano
neurológico nos atletas amadores e profissionais.
Um filme que merece ser visto tanto pela mensagem
pedagógica quanto pela performance interpretativa de
Smith que, em um minucioso trabalho de significado,
enriquece o seu currículo ao falar corretamente o inglês
nigeriano com sotaque inconfundível.

VOCABULÁRIO
MÉDICO

ENDOVENOSO OU
INTRAVENOSO?
Dr Simônides Bacelar
Ambos são nomes consagrados na literatura médica, o
que legitima plenamente seus usos. Em caso de busca de
seleção do uso mais adequado sobretudo em situações
formais, importa conhecer alguns aspectos a respeito do
tema.
No Aurélio (2009), registra-se que intravenoso é preferível
a endovenoso. Também é adequado endoflébico (P. A.
Pinto, Dicionário de Termos Médicos, 1962).
Endovenoso é considerado termo questionável por ser
híbrido, isto é, formado de elementos de línguas diferentes,
ou seja, endo- procede do grego, endon, dentro, e venoso,
do latim venosus. Há filólogos que contestam o uso
desnecessário de hibridismos, principalmente quando há
formas substitutas adequadas e mais bem formadas (N.
Almeida, Dic. de Questões Vernáculas, 1996; A. Matoso,
Dicionário de Gramática da Língua Portuguesa, 2003).
Em comparação, por exemplo, comumente dizemos
intramuscular, intracavitário, intracelular, intraoperatório e
análogos, nomes isentos de hibridismo. Nesse contexto,
intravenoso ou endoflébico são nomes mais bem formados,
já que, no primeiro, todos os elementos são latinos e, no
segundo, são de origem grega.
Alguns aspectos a respeito das abreviações também podem
ser contemplados apenas por motivos de aperfeiçoamento,
não para indicá-los como erros ou defeitos de redação, já
que fazem parte do contexto linguístico já consagrado
no meio médico. Com essa visão dentro da realidade,
pode-se acrescentar ser preferível, mas não exclusiva, as
abreviações IV (intravenoso) a EV (endovenoso).
No sentido de análise gramatical mais rigorosa, EV ou IV
são siglas questionáveis, uma vez que cada uma delas
indica duas palavras (endo venoso, intra venoso), não
uma (intravenoso, endovenoso) respectivamente. Assim,
seriam mais adequadas as siglas VI (via intravenosa) ou
VE (via endoflébica), assim como se usa VO (via oral) e VR
(via retal). De fato, como exemplos, via retal, via vaginal,
via intradérmica, via peridural e similares são expressões

costumeiras na comunicação médica para indicar o modo
de aplicações medicamentosas.
Há outras considerações. Dada a multiplicidade de sentidos
que assumem as palavras conotativas recomenda-se – na
elaboração do escrito científico – o emprego exclusivo de
palavras em seu sentido denotativo (Lucie Didio, Como
produzir monografias, dissertações, teses, livros e outros
trabalhos, São Paulo: Atlas, 2014, p. 58). Desse modo, é
oportuno acrescentar que IV e EV tem função normal ou
denotativa de adjetivos, mas ficam com função adverbial
nas frases costumeiras das prescrições médicas: “Aplicar
IV” (equivale a “aplicar intravenosamente”); “Injetar 20 mL
EV de 6/6 horas” (equivale a “injetar endovenosamente
ou endoflebicamente”). Em uso rigorosamente gramatical
e em relatos científicos formais, essencialmente os
destinados à publicação, pode-se escrever: “Aplicar por
via intravenosa (ou endoflébica)”; “Injetar 20 mL por via
intravenosa cada seis horas”.
Não existe língua feia ou deselegante, que desagrade,
que entre em decadência. Existe língua que muda, varia,
incorpora novos sons, novas entonações, novos vocábulos,
que altera significados, cria associações diferentes, adota
padrões sintáticos novos, sobretudo quando a língua é
exposta a várias situações de uso e outras interferências
culturais (Irandé Antunes, Língua, Texto e Ensino: Outra
Escola Possível. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. p. 25).
O objetivo básico do aperfeiçoamento da língua é tornar
mais fácil seu uso por meio de método, com disciplina
e organização, realizada sobretudo por profissionais
especialistas, que fazem cursos de graduação e pósgraduação, publicam artigos e livros sobre o tema e
atuam profissionalmente por meio de ensino, pesquisa
e assistência àqueles que necessitam de ajuda sobre
o tema em atividades afins, como revisões de textos.
Outro objetivo prático é nos poupar de questionamentos
evitáveis sobretudo se considerarmos o contexto natural
de competição entre bons profissionais em qualquer área
do saber humano.

Revista Médico em Dia

Novembro | Dezembro de 2020

49

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