Revista Médico em Dia



ISSN 2316-5065

ANO XVIII Nº 191

JULHO | AGOSTO DE 2020

"É preciso amar as pessoas como se
não houvesse amanhã"
Renato Russo

ELEIÇÕES

PESQUISA

SOLIDARIEDADE

Associados confirmaram
a chapa 1, Tradição e
Compromisso,
para
o
próximo triênio da AMBr.
Veja a composição da
chapa.

Professores e estudantes
unem força e conhecimento
para desvendar os mistérios
da Covid.

Médicos dedicam suas
horas livres em prol de
fazer o bem.

pg.

14

pg.

17

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22



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Julho | Agosto de 2020

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Responsável Técnico: Dr. Sandro Pinheiro Melim CRM-DF12388

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CORPO SOCIAL
DIRETORIA EXECUTIVA
Dr. Ognev Meireles Cosac
PRESIDENTE
Dr. Tamer Najar Seixas
VICE-PRESIDENTE
Dra. Francileide Paes da Silva
DIRETORA ADMINISTRATIVA
Dr. Aloísio Nalon Queiroz
DIRETOR ECONÔMICO-FINANCEIRO
Dr. Nasser Sarkis Simão
DIRETOR DE PLANEJAMENTO
Dr. Francisco Diogo Rios Mendes
DIRETOR DE COMUNICAÇÃO E DIVULGAÇÃO
Dr. Fábio Ferreira Amorim
DIRETOR DE EDITORAÇÃO CIENTÍFICA
Dr. Orlando Pereira Faria
DIRETOR CIENT. E DE ENSINO MÉDICO CONTINUADO
Dr. Márcio de Castro Morem
DIRETOR SOCIAL E DE ATIVIDADES CULTURAIS
Dra. Maria Aparecida de Queiroz Freitas Pereira
DIRETORA DE RELAÇÕES COM A COMUNIDADE

CONSELHO EDITORIAL
Dr. Ognev Cosac
Dr. Tamer Seixas
Dr. Diogo Mendes
DIRETOR RESPONSÁVEL
Dr. Diogo Mendes
EDITOR RESPONSÁVEL
Natalia Ferreira Rabelo (9284-DF)
REDAÇÃO
Dorinha Gonçalves (3029-DF) - Colaboradora
Natalia Ferreira Rabelo (9284-DF)
EDITORAÇÃO
Agenor Fernandes Arruda
(61) 99982-0591
IMPRESSÃO

CONSELHO FISCAL TITULAR
Dr. Frederico Figueiras Pohl
Dr. Jaldo Aguiar Barbosa
Dr. José Luiz Dantas Mestrinho
CONSELHO FISCAL SUPLENTE
Dr. Dennis Alexandre Rabelo Burns
Dr. Francisco Machado da Silva
Dra. Sônia Elizabeth Maria Gadelha Dias
DELEGADOS EFETIVOS
Dr. Alberto Henrique Barbosa
Dr. Humberto de Carvalho Barbosa
Dr. Ivan de Faria Malheiros
Dr. José Nava Rodrigues Neto
Dra. Olímpia Alves Teixeira Lima
Dr. Ulysses Rodrigues de Castro
DELEGADOS SUPLENTES
Dr. André Luis de Aquino Carvalho
Dra. Dóris Oliveira Luz Daher
Dr. Lásaro Pereira de Melo
Dr. Roberto Rodrigues de Souza Filho
Dr. Tulio Marco Rodrigues da Cunha
Dr. Volnei Paulino Ferreira Teixeira Mendes

Ideal Gráfica e Editora
Tiragem: 4.000 exemplares
COMERCIALIZAÇÃO
Cinara Dutra
comercial@ambr.org.br
(61) 991484983 / 2195 9705
CONTATO
E-mail: comunicacao@ambr.org.br
Médico em Dia é uma publicação da Associação Médica
de Brasília - AMBr.
Revista cultural de distribuição gratuita. Os artigos
assinados são de inteira responsabilidade de seus
autores.

SCES Trecho 3 Conjunto 6 - Brasília/DF
CEP: 70200-003 (61) 2195 9700
www.ambr.org.br

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SUMÁRIO

11

Museu de
Medicina
Você conhece o Museu de Medicina da AMBr? Não perca tempo,
venha ver esse espaço encantador da Associação.

14

22

28

Eleições 2020

Solidariedade

Médico sem jaleco

Veja como foi a eleição para o triênio 20212023 e saiba quem fará parte da diretoria
da AMBr.

Médicas dedicam um pouco do tempo livre
aos cuidados com animais abandonados.

Três médicos dividem o tempo entre a
medicina e deliciosas paixões. Saiba quais
são elas.

26

Vocabulário Médico

Se meu fusca falasse

43

Cinema

34
Revista Médico em Dia

42

31

4

Live Solidária

Poesia Cura

44

Ao mestre com carinho

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PALAVRA DO PRESIDENTE

Prezados Associados!
Passamos no último 31 de agosto por um processo eleitoral da Associação Médica Brasileira
e suas federadas, incluindo a AMBr.
O resultado das urnas no DF foi surpreendente pelo número de votantes, com uma participação
inédita que nos enche de responsabilidade , com 85% dos votos válidos, totalizando 1017
associados que apoiaram a continuidade do trabalho da atual diretoria.
Nenhuma outra chapa se apresentou para a disputa, mas, como o voto não é obrigatório,
a Chapa TRADIÇÃO E COMPROMISSO toma a esplêndida votação como um sinal claro de
aprovação e confiança , que será honrado.
Se pra AMBr foi chapa única, pra nacional houve disputa. Aqui no DF , tivemos 602
votos para a chapa 1cujo representante local era o Dr Sérgio Tamura e 419 votos para a chapa
2, onde tínhamos os Drs César Galvão, Luciano Carvalho e Francisco Rossi,que sagraramse vencedores na contagem nacional de votos. Nossas felicitações à chapa vencedora da
Associação Médica Brasileira.
Voltemos ao nosso cenário ! A AMBr é uma entidade grandiosa e única no país no seu
conjunto. Cuidar dela, mantê-la e aperfeiçoa-la, sem absolutamente nenhum tipo de benefício
pessoal, com a mais transparente gestão de seus recursos é o compromisso que assumimos
e estamos mantendo desde o primeiro dia de nosso trabalho.

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Nos dois últimos meses andamos a passos largos com as obras em andamento
na AMBr e agora, no mês de outubro, a meta é entrega-las ao uso de nossos
associados: um belo salão de jogos, sauna úmida e seca e uma quadra poliesportiva.
Outubro também é, contratualmente, mês de reajuste do plano de saúde UNIMED.
Devido à nossa baixa sinistralidade, conseguimos negociar e teremos taxa zero de
reajuste durante um ano.
No tocante ao uso pleno dos espaços sociais e recreativos da AMBr, incluindo
associados e seus convidados, lembramos que seguimos sob a égide dos
decretos governamentais. Lenta, porém gradualmente, as proibições estão sendo
flexibilizadas, as restrições às práticas científicas, sociais e esportivas estão sendo
revogadas. Logo estaremos em pleno e normal funcionamento.
Um grupo bastante pequeno de associados insiste na tese da desobediência, mas,
no nosso entendimento, justo por sermos uma associação de médicos, não seríamos
nós a afrontar a lei e as orientações sanitárias impostas pelo GDF. O custo moral de
uma exposição crítica, com punições que prevêem multa e responsabilização judicial
do corpo diretivo, servem de estímulo ao cumprimento das normas, concordando
ou não com elas.
Quero ainda deixar consignado nosso profundo pesar por todos os cidadãos que
partiram, vítimas da COVID 19, de forma especial os profissionais de saúde que
tombaram na linha de frente no combate à pandemia.
Por fim, a bela e significativa capa desta edição nos reporta ao drama do câncer
de mama que teve, só no ano passado, uma projeção de quase 60 mil novos casos
em nosso país.
O diagnóstico e o tratamento envolvem diversas e importantes especialidades
médicas.
Como cirurgião plástico dedicado à reconstrução
mamária

quase 40 anos,
não posso deixar de falar sobre tratamento e
prevenção do câncer ginecológico, com
especial referência ao câncer
de mama, com a chegada de mais uma campanha OUTUBRO ROSA .
Nos preocupa enormemente a demanda reprimida, motivada pela dedicação dos
hospitais brasileiros ao COVID 19, em detrimento de outras patologias. Pacientes
necessitando de tratamento formarão grande fila nos hospitais do Brasil. A demora
não é amiga do câncer.

Um forte abraço!

Ognev Cosac

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EDITORIAL

A REVOLTA DA VACINA
10,7 anos. Esse é o tempo médio para uma vacina ser
desenvolvida, testada, produzida e distribuída para uma
determinada população. A mais rápida a passar por todas
essas fases foi a do Ebola que demorou cinco anos para
ficar pronta e ser aprovada pela agência análoga à Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nos Estados
Unidos, e pela Comissão Europeia, em 2019.
O desafio da ciência não é pequeno. O mundo espera uma
vacina criada às pressas que não só tenha uma resposta
imunológica protetora, como também seja segura para
aplicar em bilhões de pessoas.
Com tantas notícias e divulgações de testes relacionados às
vacinas contra o novo coronavírus, fica o questionamento:
estamos próximos do fim da pandemia? A resposta pode
ser dolorosa, mas provavelmente não.
Além da busca incessante e muitas vezes insana por uma
resposta imunológica eficiente produzida pela vacina
contra a Covid-19, os governos e farmacêuticas irão
enfrentar obstáculos consideráveis e travar várias batalhas.
Nas trincheiras, temos de um lado os movimentos não
vacina e posicionamentos contrários ou que levantam
suspeitas da confiabilidade do fármaco e do outro, o poder
financeiro.
Enquanto grandes potências econômicas têm o dinheiro
necessário para investir em vacinas próprias, outras sem
o mesmo poder capital, dependem exclusivamente das
ações de empresas de fora.
É sempre bom lembrar que, apesar dos percalços
econômicos, o Brasil sempre esteve na vanguarda da
imunização coletiva e foi capaz de por em funcionamento,
há mais de 40 anos, o Programa Nacional de Imunização –
o maior e mais abrangente do mundo.
Não muito recente, mas longe de ser esquecido pelos mais
atentos, o Brasil já passou por essa situação de batalha
campal na imunização da população.
O uso de vacina contra a varíola foi declarado obrigatório
para crianças em 1837 e para adultos em 1846. Mas essa
resolução não era cumprida, até porque, diferente de
hoje, a produção da vacina em escala industrial não
atendia as necessidades. Então, em junho de 1904, o
médico Oswaldo Cruz, considerado o pai da saúde pública
brasileira, motivou o governo a enviar ao Congresso um
projeto para reinstaurar a obrigatoriedade da vacinação
em todo o território nacional. Apenas os indivíduos que

comprovassem ser vacinados conseguiriam contratos de
trabalho, matrículas em escolas, certidões de casamento,
autorização para viagens etc.
Após intenso bate-boca no Congresso, a nova lei foi
aprovada em 31 de outubro e regulamentada em 9 de
novembro. Isso serviu de catalizador para um episódio
conhecido como Revolta da Vacina. O povo não aceitava
ver sua casa invadida e ter que tomar uma injeção contra a
vontade: ele foi às ruas da então capital da República – Rio
de Janeiro - protestar. Mas a revolta não se resumiu a esse
movimento popular.
Toda a confusão em torno da vacina também serviu de
pretexto para a ação de forças políticas que queriam
depor Rodrigues Alves – típico representante da oligarquia
cafeeira. “Uniram-se na oposição monarquistas que se
reorganizavam, militares, republicanos mais radicais e
operários. Era uma coalizão estranha e explosiva”, diz o
historiador Jaime Benchimol.
Em 5 de novembro, foi criada a Liga Contra a Vacinação
Obrigatória. Cinco dias depois, estudantes aos gritos foram
reprimidos pela polícia. No dia 11, já era possível escutar
troca de tiros. No dia 12, havia muito mais gente nas ruas
e, no dia 13, o caos estava instalado no Rio. “Houve de
tudo ontem. Tiros, gritos, vaias, interrupção de trânsito,
estabelecimentos e casas de espetáculos fechadas,
bondes assaltados e bondes queimados, lampiões
quebrados à pedrada, árvores derrubadas, edifícios
públicos e particulares deteriorados”, dizia a edição de 14
de novembro de 1904 da Gazeta de Notícias.
Todos saíram perdendo. Os revoltosos foram castigados
pelo governo e pela varíola. A vacinação vinha crescendo
e despencou, depois da tentativa de torná-la obrigatória.
A ação do governo foi desastrada e desastrosa, porque
interrompeu um movimento ascendente de adesão à
vacina. Mais tarde, em 1908, quando o Rio foi atingido pela
mais violenta epidemia de varíola de sua história, o povo
correu para ser vacinado, em um episódio avesso à Revolta
da Vacina.
E como transportar esses acontecimentos para os dias de
hoje?
Apesar da abrangência do Programa Nacional de
Imunização, a população que não viveu a poliomielite,
varíola ou mesmo uma grande disseminação do sarampo
ou febre amarela, despreza a importância da imunização
e cai na vala comum do negacionismo e de várias teorias
representadas pelos grupos não vacina.
Como combater? Reforçando a importância da vacina no
sucesso dos programas de saúde pública e talvez, o mais
importante, uma política pública que efetivamente leve
em conta a população e não os interesses cartoriais das
diversas linhas de pensamentos que massacram o Brasil.
É hora de se pensar no coletivo e não no quadradinho de
seguidores.
É hora de uma reflexão profunda do papel do médico nesse
processo de defesa da saúde e bem -estar dos brasileiros.

DIOGO MENDES
Diretor de Comunicação

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SOMOS A AMBr

Somos a AMBr
A AMBr é feita por muitas mãos, no trabalho voluntário da diretoria e com a dedicação dos funcionários.

Dr Márcio de Castro Morem
Diretor Social e de Atividades Culturais
A Diretoria Social e de Atividades Culturais é responsável por planejar, supervisionar,
coordenar e promover as atividades culturais desenvolvidas pela Associação Médica
de Brasília, além de formular suas políticas. Uma de suas principais características
é o engajamento de todos, especialmente no que diz respeito à execução dos
principais eventos organizados pela entidade, com destaque para a tradicional
Festa Junina, os animados Bailes do Médico e de Carnaval, a Corrida do Médico
e os inigualáveis Happy Hours. A interação com os associados é característica
desta Diretoria, sempre no intuito de promover melhorias baseadas nas sugestões
apresentadas pelos sócios, maior patrimônio da instituição.

Solange Barbosa Lima
Gerente do Clube AMBr e Área Social
A sede da AMBr é composta por variados espaços. São salas de reunião, auditórios,
salão de festas, piscinas, quadras de esportes, entre outros. E para que tudo
esteja impecável e pronto para o associado,há uma equipe apta a realizar toda
a manutenção. Formada em Engenharia Civil, há 3 anos Solange Barbosa é a
gerente responsável por esses serviços. Com uma equipe de aproximadamente 12
colaboradores, está também à frente das obras realizadas na Associação Médica.
Atualmente, três novos espaços estão em fase de finalização (Sauna, salão de
jogos e quadra poliesportiva) e Solange é a responsável por orçar e acompanhar a
construção de cada um deles.

Francisco Hélio Ribeiro de Moraes
Encarregado de manutenção
A porta quebrou... o cano estorou... tem decoração pra fixar... cadeira para
consertar... Para esses e outros serviços um nome é sempre chamado: Seu
Hélio (como é carinhosamente conhecido por todos)! Dedicado e habilidoso é o
verdadeiro FAZ TUDO da Associação Médica de Brasília. Prata da casa, há 14 anos
integra a equipe responsável pela manutenção e está sempre dando um jeitinho
de preservar o patrimônio da instituição. Entre os trabalhos desenvolvidos pelo
funcionário estão: jardinagem, elétrica, hidráulica, pintura, entre outros.

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ATOS DA DIRETORIA

SEGURO DE SAÚDE NÃO
TERÁ REAJUSTE EM 2020

Os associados e usuários do plano de saúde Unimed
Seguros já podem comemorar. A diretoria da AMBr
há algum tempo deu início às negociações para que
as mensalidades não tivessem reajustes em 2020. E
assim foi feito. Neste ano, os valores permanecerão
os mesmos, não havendo nenhum tipo de aumento
para os associados da AMBr.
“Está sendo um ano difícil para todo mundo. Aqui
na AMBr estamos buscando meios de ajudar os
nossos associados. Demos desconto de 30% nas
mensalidades e agora conseguimos que o plano de
saúde mantenha seus valores”, comemora a diretora
administrativa, Francileide Paes.

DIRETORIA SE REÚNE COM
SECRETÁRIA DE ESPORTES DO DF
Com o retorno gradual das atividades, algumas dúvidas e sugestões
surgem. Por isso, em busca de respostas, a diretoria recebeu na
AMBr a secretária de Esportes do Distrito Federal, Celina Leão. No
encontro, questões relacionadas a reabertura dos clubes e regras
de convivência foram esclarecidas. O presidente da Associação,
Ognev Cosac, junto aos diretores Francileide Paes e Aloísio Nalon,
aproveitou a ocasião para sugerir mudanças e melhorias.
A secretária Celina Leão explicou que, aos poucos, o GDF está
flexibilizando os decretos. “Estamos avançando, melhorando
a redação dos decretos e deixando mais claro o que está e não
está permitido. Tudo de acordo com o novo momento e com os
protocolos de segurança”.

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MUSEU

VOCÊ CONHECE O MUSEU
DE MEDICINA DA AMBr?
Inaugurado em 5 de dezembro de 2017, o Museu de Medicina da AMBr resguarda a memória histórica do
desenvolvimento da Medicina na Capital Federal. O acervo é composto por curiosas peças doadas por
médicos da cidade. Cada uma, cuidadosamente identificada junto ao nome do doador. São equipamentos
cirúrgicos, obras de arte, livros de registros, entre outros itens de inestimável valor histórico.
O museu da Medicina da AMBr fica localizado na sede da Associação e está aberto para visitação de médicos,
estudantes de medicinas e público em geral, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h.

Se você tem uma peça única e gostaria de doála ao Museu da Medicina, entre em contato pelo
e-mail: museuambr@ambr.org.br

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MEDICINA E ARTE

Medicina na

TATE BRITAIN
Londres é uma encantadora cidade que
acolhe frequentemente médicos em busca de
aprimoramento científico, seja em congressos,
seja em renomados hospitais.
Nos momentos de folga, esses esculápios
constantemente são vistos apreciando os
maravilhosos museus de que a terra da rainha
Elizabeth II é possuidora. Entre esses, merece
destaque o Tate Britain. Inaugurado em 1897 com
o nome de National Gallery of British Art, passou
a ser chamado Tate Gallery a partir de 1932, sendo
denominado Tate Britain desde o ano 2000.
O museu deve sua criação a Henry Tate (18191899), magnata da indústria do refino do açúcar
na Inglaterra, que patrocinou sua construção e
para cujo acervo doou sua coleção de pinturas de
arte inglesa.
Tate, com seu espírito voltado para o progresso
das artes e das ciências, fez também vultosas
doações em dinheiro para o Queen's Nursing
Institute e para o hospital homeopático
Hahneman, de Liverpool.
O museu Tate Britain, localizado na região de
Millbank, de frente para o rio Tâmisa, teve como
autor do projeto de sua monumental fachada
principal o inglês Sidney Smith. Este arquiteto
também se tornou conhecido por ter feito o
projeto da movimentada estação de metrô
Euston e, curiosamente, por ser o autor do projeto
do mausoléu de Henry Tate, no cemitério West
Norwood. Próximo ao túmulo de Tate, encontrase sepultada Eliza Roberts, a enfermeira que foi
considerada o braço direito da famosa enfermeira
Florence Nightingale durante a Guerra da Crimeia.
Tate Britain

Entre as obras em exposição permanente no Tate Britain estão pinturas e esculturas de artistas britânicos
renomados, como John Constable, Henry Moore, Millais, Whistler, Reynolds, Gainsborough, William
Blake, Francis Bacon e Dante Gabriel Rossetti. Registre-se que esse museu possui a maior coleção do
mundo de pinturas de Turner.
Os médicos que visitam o Tate Britain possivelmente se emocionam quando se veem principalmente
diante de três obras de arte: O Doutor, A Carpintaria e A Ressureição da Filha de Jairo.

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O Doutor

O Doutor

O Doutor é um óleo sobre tela pintado em 1891
por Sir Luke Fildes (1843-1927). É um exemplo
de relação médico-paciente presenciado pelo
artista Fildes quando do atendimento prestado
ao seu filho Philip pelo Dr. Gustavus Murray
(1832-1887). Fildes teve também um filho, Paul
Fildes, que estudou Medicina no famoso Trinity
College, em Cambridge.
A Carpintaria (1850), uma pintura de John
Millais (1829-1896), mostra o Menino Jesus
quando acabara de ferir sua mão esquerda em
um prego parcialmente fincado em uma porta
que estava sendo feita por seu pai adotivo, o
carpinteiro São José.
A Ressureição da Filha de Jairo (1820), pintada
por Henry Thomson (1773-1843), destaca Jesus
ao curar a filha de doze anos do chefe da
sinagoga. Ao descer da barca, no Mar da Galileia,
Jesus, o Médico dos Médicos, recebeu de Jairo
uma súplica: Senhor, minha filha encontra-se
muito doente. Impõe-lhe as mãos e ela viverá.

Pormenor de O Doutor

Sem dúvida, recordando as afirmações do
médico alemão Christian Billroth, considerado o
pai da cirurgia gastrointestinal, podemos dizer
que Arte e Medicina jorram da mesma fonte.
Armando J. C. Bezerra
Médico

Simônides Bacelar
Médico

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ELEIÇÕES

TRADIÇÃO E COMPROMISSO
NA AMBr
Em agosto, 1.017 associados
confirmaram a Chapa 1, Tradição
e Compromisso, para o próximo
triênio da Associação Médica
de Brasília, encabeçada pelos
doutores Ognev Cosac e Tamer
Seixas. Foi um número recorde
de votações, o que revela ao
mesmo tempo o apoio e o
interesse dos associados pela
AMBr.
Com a pandemia, a maioria
optou pelo voto on-line. Mas
muitos
aproveitaram
para
matar a saudade e foram
votar presencialmente, como
o pediatra Dr Márcio Lisboa.
Outro que registrou o voto
presencialmente foi o médico
Jofran Frejat. Para ele, é de
extrema importância escolher
aqueles que estarão à frente
da associação. “Eles são nossos
representantes. Essa é a hora de
escolher e escolher bem”, disse.
O médico Lairson Rabello,
associado
e
também
expresidente da AMBr, observou
que o voto endossa o bom
trabalho realizado pela atual
gestão: “Em todo processo
eleitoral, o grande momento é o
do voto. Mesmo havendo só uma
chapa é interessante ter quórum.
Quanto mais pessoas votarem,
melhor. Dá mais legitimidade ao
processo, além de ser um direito
democrático de todos”.
Na Associação Médica Brasileira,
a chapa 2- Nova AMB foi a mais
votada em território nacional.

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Julho | Agosto de 2020



CONHEÇA A NOVA DIRETORIA DA AMBr PARA O TRIÊNIO 2021-2023

Ognev Cosac

Tamer Seixas

Presidente

Francileide Paes

Diretora Administrativa

Orlando Faria

Diretor de Planejamento

Vice-Presidente

Paulo Feitosa

Sônia Gadelha

Diretora Econômico-Financeira

Diogo Mendes

Diretor de Comunicação e
Divulgação

Eduardo Freire

Diretor Social e de Atividades
Culturais

Nasser Sarkis

Diretor de Editoração Científica

Adilson de Oliveira

Diretor Científico e de
Ensino Médico Continuado

Diretor de Relações com a
Comunidade

DELEGADOS EFETIVOS

Dóris Daher

Ulysses Castro

Jaldo Barbosa

Francisco Machado

Dennis Burns

DELEGADOS SUPLENTES

Ivan Malheiros

Aloísio Nalon

Volnei Paulino

José Nava

Alberto Barbosa

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UMA
PALAVRA DE
GRATIDÃO

" ...ESTAMOS SEMPRE ATRASADOS EM NOSSOS
CARINHOS..." (José Saramago)

Dr Christóvão Gadelha na eleição da AMBr em 2017

A COVID-19 silenciou muitas vozes na Associação
Médica de Brasília.Citar todos os queridos médicos
que partiram em decorrência da pandemia ou nas
circunstancias dela, poderia nos levar ao erro da
omissão de algum nome.
Decidimo-nos, então, por um simbolismo. Reverenciar
na figura de UM ASSOCIADO, os colegas que partiram
nesse cenário confuso e angustiante.
Nas recentes eleições da AMBr e AMB, tivemos uma
votação histórica. Mais de um mil associados exerceram
seu direito de voto e disseram sim ao trabalho da atual
diretoria.
Mas teve uma pessoa que lutou até o último momento
para votar e não conseguiu. Foi vencido pelo
agravamento de problemas de saúde e não pôde
repetir a tradição e o compromisso de 2017, quando,
por problema de liberação de senha, ficou por três
horas em pé (recusou-se a sentar), aguardando para
votar nesta mesma diretoria, agora reeleita.
Estamos falando do pediatra CHRISTÓVÃO TRIGUEIRO
GADELHA, irmão do urologista Fernando T. Gadelha e
tio da cardiologista Dra Sônia Gadelha.
Dr Christóvão, nasceu em Natal - RN, onde formouse aos 23 anos. Já em Brasília para fazer residência,
conheceu a Assistente Social Rejane Pacheco, ao lado
de quem viveria todos os outros dias, numa união plena
de amor completada pelo nascimento de 5 filhos, 5
netos.

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Julho | Agosto de 2020

Nosso homenageado enfrentou, por muitos anos,
problemas cardíacos. Mas respondia a isso com
disciplina, bom humor e uma amabilidade moldada
mesmo pelo coração.
O compromisso com a medicina, o amor extremado pelo
próximo, alimentação com dieta rígida, participação
ativa nos grupos católicos de oração, o rigor das
caminhadas, e no fim de semana uns uísques, cercado
pelo afeto familiar e música (ele adorava cantar).
O filho Henrique conta que num dos últimos dias, suas
irmãs levaram a mãe para visitar o esposo que já se
despedia da vida.
Ele sorriu assim que a viu. Sem forças para falar, ficou
ali... observando-a.
"Mamãe sentou-se ao lado dele e disse, “ está
descansando um pouquinho né "?
Obrigado, Dr Christóvão, por honrar a tradição. Seu
compromisso de voto e seu amor à medicina estão
contabilizados por Deus.



PESQUISA

COVID-19 É TEMA DE
PESQUISA NO HUB
Desde o início da pandemia, professores e
estudantes de medicina do Hospital Universitário
de Brasília (HUB) arregaçaram as mangas e uniram
forças em prol da pesquisa. O objetivo: desvendar
alguns dos mistérios da COVID-19. Idealizado por
um Comitê de Pesquisas em COVID-19, o projeto
agrega todas as pesquisas propostas na linha da
doença e tem como propósito o estudo, a prática, a
criação de logística e de cursos, obtenção de dados
e a publicação dos resultados.
A médica reumatologista e docente da Pósgraduação em Ciências Médicas da Faculdade de
Medicina da Universidade de Brasília, Licia Maria
Henrique da Mota, que faz parte da equipe de
pesquisa, explica que o comitê é composto por
profissionais de diversas áreas da saúde: “Temos
médicos enfermeiros, farmacêuticos, entre outros.
A maioria do próprio Hospital Universitário de
Brasília, além de convidados de fora que vieram
ajudar com suas experiências e conhecimentos”.
As perguntas e dúvidas sobre a doença causada
pelo novo Coronavirus são muitas. Por isso, o
objetivo do projeto é esclarecer o máximo de
questionamentos em diversas abordagens. As
gestantes são alvos importantes. Os impactos da
COVID-19 na gestação, no parto e na evolução da
criança são algumas das abordagens levantadas.
“É um protocolo com vários braços de estudos.
Analisamos como a gestação evolui, quais as

consequências para o parto e
as condições da mãe no pósparto. As crianças também
serão acompanhadas por 5
anos para vermos se haverá e
quais serão as complicações
no desenvolvimento motor,
cognitivo, na alteração de vias
olfativas, auditivas ou se haverá
aumento de diagnóstico de
transtorno do espectro do
autismo, isso tudo de uma
forma
muito
minuciosa”,
detalha a médica.

TRABALHADORES E A COVID
Outra importante linha de pesquisa abordada
está relacionada às consequências geradas aos
trabalhadores da saúde diante à pandemia. Entre
os pontos observados, a força de trabalho e
como uma testagem adequada e no momento
correto poderiam reduzir o afastamento laboral
e, consequentemente, a diminuição da força de
trabalho nos hospitais.
Também é estudada a Saúde mental desses
profissionais (force mental): “Avaliamos como se
comporta a saúde mental de médicos e residentes
diante dessa situação”, diz Licia.

FORÇA TAREFA PELA SAÚDE
De acordo com a médica, o HUB, neste momento, é
o hospital da rede Ebserh que tem o maior número
de protocolos em COVID-19 em andamento.
“Alguns já na fase de publicação, em consequência
desse gigantesco esforço de pesquisa”. Além
disso, ela destaca a entrada recorde de alunos
para o mestrado e doutorado. “Na última seleção,
recebemos muitos alunos para o programa de pósgraduação que atuam na linha de frente contra a
COVID. Essa é uma demonstração de esforço e de
como a assistência aliada à pesquisa podem trazer
informações úteis ao manejo do paciente”, conclui
orgulhosa.

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PRESTANDO CONTAS

NOVOS EPIs SÃO ENTREGUES A
HOSPITAIS DE BRASÍLIA
UPA do Núcleo Bandeirante, e outros, receberam
materiais de proteção individual. Entre eles, um kit
de luva e máscara, doados pela Associação Médica
Brasileira (AMB), e face Shields, doados pela
Associação Médica de Brasília, em parceria com o
Grupo Elo Seguros e Benefícios, o grupo Nunes &
Grossi Benefícios e a Globalização Facilities.

HOSPITAIS QUE RECEBERAM AS DOAÇÕES:

A preocupação com os profissionais de saúde
é permanente na AMBr. Ciente da escassez de
equipamentos de proteção individual para os
que estão na batalha contra o coronavírus, desde
março, a instituição arrecada fundos para a compra
de EPIs.
Até agosto, mais de 1.800 Face Shields já chegaram
às mãos dos profissionais da saúde que atuam
diretamente no combate à Covid-19.
Hospitais como o da Criança, Hospital da Asa
Norte, Hospital do Gama, Hospital de Santa Maria,
Hospital da Ceilândia, Hospital de Samambaia e
o Hospital de Campanha do Estádio Nacional, a

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• Hospital Regional de Ceilândia
• Hospital da Criança
• Hospital Home
• Hospital Santa Lucia
• Hospital de Base de Brasília
• HRAN
• Hospital de Sobradinho
• Hospital de Campanha
• Hospital de Santa Maria
• UPA do Núcleo Bandeirante
• UPA de Samambaia
• Hospital Daher
• Hospital de Taguatinga
• Hospital da PM
• Hospital do Gama
• Hospital das Forças Armadas

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130
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80
160
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70
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50
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ARTIGO

MEDICINA BASEADA
EM EVIDÊNCIAS...
NÃO TÃO RÁPIDO
“Esse tratamento não tem evidência científica “.
“Ainda não fizeram trabalhos científicos que comprovem
esse tipo de tratamento”.
“Esses são apenas estudos observacionais, retrospectivos,
não têm evidência científica suficiente”.
“Como eu estou defendendo um princípio científico, e
você não, eu sou moralmente superior a você”.
“Quem defende um tratamento sem comprovação
científica, está defendendo um tipo de charlatanismo”.
“Essa doença não tem cura”.
Essas foram algumas das frases que ouvi, quando se
começou a falar no mundo inteiro sobre cirurgia para
tratamento do diabetes tipo 2.
Tudo começou, de forma muito sutil, com um trabalho do
Dr. Walter Pories, publicado na revista Annals of Surgery,
em 1995, onde ele dizia no título do seu paper, “Quem diria
que o melhor tratamento para o diabetes seria a cirurgia
bariátrica, o bypass gástrico em Y de Roux?”.
Esse foi um trabalho observacional, onde o Dr. Pories
verificou que os seus pacientes diabéticos submetidos
ao bypass gástrico em Y de Roux para tratamento da
obesidade ficavam livres da hiperglicemia e de usar

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medicamentos para tratar o seu diabetes, antes mesmo de
receberem alta, depois do procedimento bariátrico,
Parecia alguma coisa impossível, improvável, absurda, e,
porque não dizer, puro charlatanismo.
Bem, o trabalho do Dr. Walter Pories ficou esquecido por
muitos anos.
A cirurgia bariátrica ganhou popularidade e muitos
cirurgiões, eu inclusive, ficávamos encantados com os
efeitos da cirurgia bariátrica sobre o diabetes tipo 2 nos
nossos pacientes.
Lá pelos anos 2005, 2006, o Dr. Francesco Rubino,
cirurgião italiano que até então trabalhava em Strasbourg,
na França, publicou um trabalho experimental com ratinhos
diabéticos e não obesos, que ficavam livres do diabetes
quando submetidos ao bypass gástrico em Y de Roux.
Sucesso total, mas, exceto os cirurgiões, ninguém mais
acreditava nisso. “É charlatanismo, não tem comprovação
científica”, diziam os outros médicos.
Em 2008, o Dr. Francesco Rubino, agora já trabalhando
no Hospital Presbiteriano de Nova Iorque, organizou o
primeiro Congresso Mundial de Cirurgia para o Diabetes.
Eu participei desse congresso pioneiro, ele aconteceu no



Marriot Marquis, na Times Square.
Na semana do congresso aconteceu a quebra dos
Bancos Lehman Brothers e Bear Stearns. Enquanto
passeávamos na Wall Street e tirávamos fotos passando
a mão na bolsa escrotal do touro que representa a
bolsa de valores, para dar sorte, o mundo financeiro
desabava.
Enquanto isso, nos debates dentro do congresso de
cirurgia do diabetes, o pau comia.
De um lado, os endocrinologistas e clínicos da American
Diabetes Association, a poderosa ADA, e da Sociedade
Americana de Endocrinologia, vociferavam contra os
cirurgiões que queriam mostrar que a diabetes poderia
ter cura, que não significava mais uma sentença
capital, que poderia ser resolvida, pasmem, com uma
intervenção cirúrgica sobre o aparelho digestivo.
As discussões eram bastante acaloradas, havia até um
certo desdém por parte dos clínicos e céticos quanto
ao tratamento cirúrgico do diabetes.
A palavra final do encontro científico foi: “Não existem
evidências científicas suficientes para comprovar a tese
de que cirurgia possa ter algum papel no tratamento
do diabetes”, “Precisamos de estudos controlados,
prospectivos e randomizados, com alto grau de
evidência científica para provar que esse tratamento
seja válido”.
Não se chegou a nenhum consenso. Cada um voltou
para os seus afazeres. Os cirurgiões continuaram
fazendo cirurgia bariátrica e obtendo resultados
maravilhosos na cura do diabetes tipo 2. Os
pesquisadores continuaram pesquisando e os céticos
continuaram não acreditando.
Muitos pacientes obtiveram a melhora esperada com a
cirurgia e muitos pacientes deixaram de receber esse
tratamento por causa dos céticos e, ou pereceram
vítimas dessa doença terrível, ou foram operados muito
tempo depois, em situações já mais agravadas e sem
poder obter os mesmos resultados que poderiam ter
obtido se a intervenção cirúrgica tivesse sido feita mais
precocemente na história natural da doença, graças à
campanha contra a cirurgia empreendida pelos céticos.
Em 2011, foi realizado o segundo congresso mundial de
cirurgia para o diabetes, agora no Hilton de Manhattan.
Nessa data já surgiam os primeiros resultados de
estudos prospectivos sobre o tratamento cirúrgico
para o diabetes, mas o tempo de acompanhamento
era pequeno, o número de pacientes estudados era
pequeno, portanto, “não havia evidência científica que
comprovasse que a cirurgia bariátrica e metabólica
tivesse algum valor no tratamento do diabetes tipo 2”,
continuaram alegando os fiéis da medicina baseada em
evidências.
Nesse período, no Brasil, brotavam cirurgiões
inventando novas técnicas cirúrgicas para tratar o
diabetes, muitos esqueceram de lembrar que a técnica
padrão ouro já existia, era o bypass gástrico em Y de

Roux. Todas essas novas técnicas já foram abandonadas
e hoje são citadas unicamente como registro histórico.
Em 2015, o terceiro congresso mundial de cirurgia
do diabetes teve lugar no Centro de Convenções
de Westminster, em Londres. Neste, eu participei
apresentando um trabalho retrospectivo sobre 80
pacientes com diabetes tipo 2, submetidos a cirurgia
de bypass gástrico em Y de Roux, com 10 anos de
acompanhamento, mostrando a melhora evidente do
risco cardiovascular nesses pacientes, além de uma
taxa de remissão completa do diabetes tipo 2 de
85%. O Dr. Ricardo Cohen me auxiliou na elaboração
da discussão do trabalho. Isso não era mais nenhuma
novidade, a cirurgia bariátrica e metabólica já estava
consolidada no meio científico.
Depois desse congresso, a IDF, International Diabetes
Federation, a ADA, American Diabetes Association
passaram a incluir nos seus algoritmos de tratamento
do diabetes, a cirurgia bariátrica e metabólica.
Foram 20 anos depois do trabalho observacional do Dr.
Pories e 7 anos depois do primeiro congresso mundial
de cirurgia do diabetes para se reconhecer um novo
tratamento altamente eficaz para o diabetes tipo 2, um
tratamento com resultados impressionantes, capaz de
remir uma doença, antes tida como incurável.
Hoje já existem mais de 90 estudos controlados,
prospectivos e randomizados, envolvendo mais de
95.000 pacientes e, pelo menos, 12 metanálises,
mostrando uma superioridade absoluta do tratamento
cirúrgico sobre qualquer tratamento clínico para o
diabetes tipo 2, com acompanhamento a longo prazo.
Vocês veem alguma semelhança com o tratamento de
alguma outra doença?
Sim, claro, com a AIDS. Apenas 12 anos depois de
surgirem os primeiros tratamentos eficazes para AIDS
é que surgiram os trabalhos científicos, com alto grau
de evidência científica, comprovando a eficácia desses
tratamentos.
Vocês veem alguma semelhança com o tratamento da
COVID-19 nos dias atuais?
“Claro, existe um monte de gente cética, se achando
moralmente superior, desacreditando em resultados
observacionais, feitos no mundo inteiro, mostrando
que o tratamento precoce reduz a gravidade e a
mortalidade dessa doença em muitas pessoas.
O pior de tudo é um monte de gente que não entende
nada, nem de medicina, nem de virologia, nem de
epidemiologia dando pitaco num assunto de tal
gravidade, e olha que não temos tempo para esperar
esses estudos prospectivos, randomizados, duplocegos, controlados, de longo prazo, para mostrar o que
muitos médicos já comprovaram na prática.
“Prática, que prática? Coisa ridícula”, dizem os
cientificistas sabidórios.
Melhor apontar o dedo e culpar os outros.

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Dra Laudicely Costa, Michele Bolsonaro e
Dra Kelly Vitalino

TEM
GENTE
QUE SE
IMPORTA

O abandono de animais domésticos como cães e gatos
aumentou ainda mais com a pandemia da COVID
19. Incertezas com relação à subsistência da própria
família estão entre os motivos dessa prática, que traz
muito sofrimento aos animais e ainda pode implicar em
prejuízos à saúde humana.
Alheios, porém, às crises humanas, eles estão por toda
parte. Doentes ou saudáveis. Velhinhos ou recémnascidos. A expressão no olhar e a magreza, traduzem
os efeitos do abandono e da fome. Os gestos, em
geral assustados e retraídos, refletem o medo de levar
um chute, uma pancada ou serem usados em ritos
ou brincadeiras cruéis. Se recolhidos por centros de
zoonoses, o destino mais provável é o sacrifício.
Mas TEM GENTE QUE SE IMPORTA. Aqui mesmo na
AMBr, a associada Laudicely Costa, cirurgiã plástica,
está entre essas pessoas que decidiram incluir cães e
gatos na extensão de seus carinhos.
Dra Laudi, como os amigos a chamam, juntou-se à
ONG dirigida pela cirurgiã torácica, Dra Kelly Vitalino. A
mobilização das médicas e de outros colegas, resultou
na criação do abrigo Miauaumigos, localizado no Jardim
Botânico.

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A entidade surgiu das ações de resgate de
animais das invasões e ocupações indígenas
próximas ao Setor Noroeste-DF. A situação
dos animais, principalmente cachorros de
médio e grande porte, uniu diversos vizinhos
em prol da causa: encontrar um local próprio
para receber os animais e dar um tratamento
adequado a eles.
Atuando desde 2018, o grupo já ajudou mais
de 400 animais. Dra Laudicely explica que
depois de cuidados, os animais estão prontos
para adoção em Feiras na Petz, na Cobasi e no
próprio Instagram! @Miauaumigos.
Ela também nos conta que do grupo fazem
parte pessoas que escolheram doar um
pouco de seu tempo e recursos em favor da
proteção de cães e gatos abandonados à
própria sorte. Entre esses voluntários está o
médico veterinário Dr Fernando Sarmento.
"Ele é nosso tudo", conta Laudicely. -cuida dos
animais doentes, interna, castra na clínica dele,
a preço de custo.
Recentemente, o trabalho desenvolvido pela
Miauaumigos chamou a atenção da primeira
dama do país, Michele Bolsonaro. Junto com
a primeira dama de Brasília, Mayara Noronha,
Michele esteve no abrigo dos animais e
"amadrinhou" a causa, dando mais visibilidade
ao MIAUAUMIGOS.

Dra Laudicely Costa

E você... quer ajudar? Então, vamos lá!
1. Tenha piedade dos animais. Não maltrate,
não abandone, ajude a quem quer ajudar.
2. Adote! A MIAUAUMIGOS abriga pelo menos
60 gatos e 50 cachorros já tratados, castrados
e prontos para serem acolhidos numa família
humana.
3. Ajude na campanha. Eles precisam de
tudo: ração, remédios, veículo de transporte,
vacinas, limpeza e manutenção do espaço. Aí
entra sua parte!
DEZ REAIS! Isso mesmo! De imediato, com
dez reais você já faz diferença na vida daqueles
bichinhos.
4. Ou seja madrinha ou padrinho permanente.
Com uma doação mensal no valor que estiver
ao seu alcance.

Dra Kelly Vitalino

Contas
Banco do Brasil

Pic Pay

Agência: 3475-4
CC: 36562-9

@miau.aumigos

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NOTÍCIAS DOS ASSOCIADOS

A solidariedade continua...
Em tempos difíceis a palavra de ordem é
solidariedade. E a dermatologista Maria Luiza
Tepedino transformou o isolamento social em um
motivo para fazer o bem e ajudar ao próximo. Foi
então que se juntou ao JALECOS DO BEM. Durante
a pandemia, o grupo, formado por voluntárias,
se uniu com o propósito de confeccionar e doar
equipamentos de Proteção Individual para hospitais,
postos de saúde, ONG’s, Corpo de Bombeiros e
Casas de Caridade.
Ao todo, mais de 17.000 EPIs foram entregues a
médicos, biomédicos, enfermeiros, trabalhadores
da saúde e particulares. Entre as doações estavam
máscaras de TNT e de tecido, capotes, toucas e face
shields, todos confeccionados pelas voluntárias.
Mas com a diminuição da necessidade de EPIs, o
grupo JALECOS DO BEM, manteve as atividades
das voluntárias e tornou-se o GRUPO MÃOS DO
BEM. As voluntárias são donas de casa, funcionárias
públicas, enfermeiras, médicas entre outras que,
com muito amor, dedicam seu tempo para ajudar ao próximo. “Atualmente, também confeccionamos
enxovais, que são destinados a mães carentes em hospitais, casas de acolhimento, ONG’s e cidades satélites
como Estrutural, Águas Lindas, Paranoá, Varjão e muitos outros locais onde há necessitados. Até hoje já
doamos 5.500 itens de bebês”, conta a dra Maria Luiza.

Para dar continuidade ao trabalho, as voluntárias pedem ajuda com recursos, que serão destinados
à compra de flanelas, atoalhados, aviamentos, entre outros. Para colaborar, entre em contato pelo
telefone: 98487-8024 (Jessemine).

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Crianças e adolescentes com condições de saúde
que limitam ou ameaçam a vida requerem cuidado
integral para o alívio do sofrimento, nas dimensões
biopsicossocial e espiritual. Os cuidados devem
ser dirigidos a si e a seus familiares durante todo o
percurso da doença.
Isso demanda aos profissionais de equipes
multiprofissionais de saúde abordagens de cuidado
centradas na pessoa, sendo imprescindível o
desenvolvimento de habilidades para o trabalho
em equipe, controle de sintomas, comunicação
empática, respeito à autonomia e às decisões
compartilhadas.
A II Jornada de Cuidados Paliativos Pediátricos do
Distrito Federal será realizada nos dias 13 e 14 de
outubro de 2020 e é resultado da parceria entre
o Hospital da Criança de Brasília e a Unidade de
Pediatria do Hospital Regional de Ceilândia, ambas
pertencentes à rede de cuidados pediátricos da
Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Como objetivos, valem destacar a promoção e
incentivo à prática do cuidado integral, superando a
fragmentação da atenção a crianças e adolescentes
que tenham condições elegíveis para cuidados
paliativos e a oferta de Educação na Saúde em
Cuidados Paliativos para equipes multiprofissionais,
nos diversos pontos da rede de atenção.
A atividade contará com profissionais de renome
na área, que abordarão, em formato virtual,
temas como: “Trilhas da criança com condição
crônica de saúde e da criança com câncer no DF”,
“Recomendações para estruturação de programas
de cuidados paliativos e formação de equipes no
Brasil”, “Comunicação de más notícias em Pediatria:
quando e como”, entre outros.

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O Happy Hour Solidário da AMBr já faz parte da agenda de eventos da Associação. E para a edição de
agosto a iniciativa ganhou novos parceiros. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional DF, a Liga
Médico Acadêmica de Cirurgia Plástica e a Fundação Ideah abraçaram a ideia e, junto à AMBr, promoveram
no dia 28 de agosto uma animada noite regada a samba, MPB, e outros ritmos.
Os shows ficaram por conta de Dhi Ribeiro e do queridinho dos mais jovens, o DJ Dudu Moreira. E como
novidade é o nosso forte, a artista urbana Camilla Siren também esteve ao vivo, mostrando um pouco da
arte no grafismo.

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MÉDICO SEM JALECO

Do pasto

ao prato
Não foi só um casamento de 22 anos que o cirurgião
torácico, Dr Joaquim Euclides Melo Araújo, ganhou
ao conhecer Karina Titoto. Uma outra relação
também tomou o coração do doutor: a criação de
gado. Formado há 23 anos pela Universidade de
Uberlândia, o médico, que sempre levou jeito para
área da saúde, faz o que pode para dar conta de
duas atividades tão distintas e apaixonantes.
O amor pela pecuária começou como uma espécie
de brincadeira. Para Joaquim e Karina o objetivo era
somente um: fazer a tão sonhada festa de 15 anos
da filha. “ Meu sogro já era criador, já tinha fazenda

em Tocantins. Quando minha filha tinha 10 anos ele
sugeriu que criássemos gado para fazer a festa de
15 anos, foi aí que tudo começou”, lembra.
O que tinha prazo para chegar ao fim foi se
estendendo para a vida do casal. Joaquim garante
que os sacrifícios são muitos, mas como ditam os
votos, a parceria com a esposa Karina está presente
na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na
cidade e na fazenda. “Abrimos mão de muitos
passeios e feriados na praia. Nos momentos vagos,
não tem Pirenópolis ou Rio quente, é sempre a
fazenda”, diverte-se.

Aperfeiçoamento da raça
A “brincadeira” foi levada a sério. Nesse ofício, o
casal optou por criar e aperfeiçoar a raça SENEPOL.
Esta é uma raça de gado de corte desenvolvida na
Ilha Caribenha de St. Croix. Orgulhoso da qualidade
do gado que cria, Joaquim explica: “São muitas
as linhagens que temos para adquirir carne de
qualidade: genética alimentação, pasto, vacinação,
manejo e cuidado, tudo isso para ter carne de
qualidade. Todo o cuidado com o alimento e
manuseio, além de como você vai fazer para servir,
também são preocupações nossa”, garante.

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De tradição
secular a
negócio
familiar

Que todo mineiro é louco por queijo, isso não é segredo
para ninguém. Mas filhos de mineiro também contam?
Contam, sim, senhor! E o neurologista Dr Ronaldo Maciel
é a prova disso. A deliciosa relação com os queijos foi muito
além das refeições e se tornou um negócio familiar.
Brasiliense, mas filho e neto de mineiros, casado e pai de
duas filhas, Laura (8 anos) e Catarina (6 anos), Ronaldo
conta que o apreço por queijos vem de todos os lados. A
cunhada, Paula Clementino, provém de uma família com
forte tradição na produção de queijos artesanais e o irmão,

Renato Maciel, decidiu transformar uma tradição secular em um negócio familiar. “Então, nós e minha esposa,
Beatriz Duarte, quatro médicos, passamos a produzir queijos, em paralelo à prática da medicina”.
Para o Dr Ronaldo, o desejo de fazer com que as pessoas conheçam o sabor deste produto tão brasileiro é o
estímulo perfeito. Além disso, o aconchego familiar faz toda a diferença: “Há muito trabalho, porém com muito
prazer e satisfação. Pelo fato de haver muitos familiares integrando este time, produzir queijos tornou-se um
momento de integração, confraternização e união”, orgulha-se.
Mas dividir os 18 anos de medicina com a produção de queijos não é tarefa fácil: “Divido meu tempo entre a
prática da neurologia e a administração deste negócio. Contudo, só é possível, pois há diversos profissionais
competentes e dedicados envolvidos no ciclo produtivo e administrativo”, conta agradecido.

A produção
A produção dos queijos ocorre na
cidade do Serro- MG. Trata-se de
uma cidade histórica com mais de
300 anos de fundação, conhecida
pela extração de ouro e diamante,
mas aclamada como a cidade
do queijo. O queijo do Serro é
patrimônio imaterial do Estado de
Minas Gerais sendo produzido de
forma completamente artesanal,
seguindo preceitos aprendidos com
os portugueses, no século XVIII.

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MÉDICO SEM JALECO

Fruto de um sonho de jovem
O pai o queria Padre. Ele preferiu ser médico,
formando-se em Brasília na especialidade de
ginecologia e obstetrícia e, posteriormente,
médico do trabalho. Estamos falando do Dr Josafá
Cavalcante, alagoano da cidade de Paulo Jacinto.
Ele, que já foi destacado aqui no Médico sem Jaleco,
volta à cena, para completar os temas prazerosos
desta edição.
A visita à fazenda Cavaco,de propriedade do
médico, é um encanto à parte. Não à toa, já na
porteira, ele e a esposa Denise se abrem em doce
sorriso, que nos fazem antever as belezas do local.
Dos sonhos da juventude , ainda no canavial cultivado
pelo pai em Alagoas, à formação para tornar-se
Mestre alambiqueiro produzindo sua própria e
saborosa cachaça em Brasília, Dr Josafá narra essa
realização,discorrendo sobre cada etapa, que inclui
a preparação da terra, seleção dos gomos de cana,
plantio, colheita, transporte, moagem, decantação,
passagem para as dornas de rebaixamento do brix
(doce da garapa)e de fermentação com leveduras
selvagens que transformam a glicose em gás
carbônico e álcool, até chegar ao mosto ou vinho
de cana - estes sim, finalmente, matéria prima para
destilação a 90 graus que resultam na cachaça
propriamente dita.
O processo se conclui com a separação dos
primeiros 10 % da destilação (cabeça) e os 10%
finais (calda). Têm-se aí o coração da cachaça,
pronto para adormecer nas dornas de aço inox de
armazenamento e descanso, e, depois, em barris de
madeira (carvalho, umburana, jequitibá, bálsamo,
castanheira e eucalipto) para atingir o ponto
desejado de envelhecimento.
Dali, com 40° de teor alcóolico, sairão a cachaça
ouro, a premium e a extra Premium.
O sonho que vai deliciosamente pro copinho ou
delicada taça, tem alma, personalidade e nome:
CAVACO!

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FAZENDA CAVACO, NÚCLEO RURAL
SOBRADINHO DOS MELOS
Contatos: email: cachacacavaco@gmail.com
Telefone: 61-999815141



Flussec..a
fa a s .
SE MEU

Os fuscas continuam falando...
através de seus donos.
Saudosos, eles nos trazem aqui
mais cinco histórias dessa série,
programada para 3 edições.
Vamos a elas!

Dra Mary Luce
Em 1966, quando vivíamos as mudanças da década de
60, eu estava com 18 anos e tinha acabado de passar
no vestibular de medicina da Universidade Federal de
Pernambuco.
Era costume, na ocasião, os pais contemplarem os
filhos com um regalito de monta por tal proeza. Sendo
assim, o meu pai mandou buscar em São Paulo um
Volkswagem 1966. Ele estava muito feliz, haja visto
que eu seria a segunda filha a formar em medicina.
Exultante, ele me presenteou com o fusca branco 1966
que me acompanhou durante os seis anos de faculdade
em Recife.
Quando termineio curso, em 1971, vim fazer prova para
residência médica aqui em Brasília. Assim sendo, o início
da minha carreira coincidiu com o início de Brasília e é

claro que o meu querido fusquinha me acompanhou
nesta migração para o Centro-Oeste.
Aqui cheguei com toda a minha mudança e carregada
de sonhos e projetos profissionais.
Tempos depois, quando já tinha terminado a residência
no Hospital de Base de Brasília e estava no Sarinha –
Centro de Recuperação Sarah Kubitschek- fazendo o
4º ano de treinamento em cirurgia de mão, adquiri o
meu primeiro carro aqui em Bsb, na Jorlan. O famoso
fusquinha amarelo Fafá de Belém virou um candango.
Ainda deve estar por aí, rodando nas ruas das cidades
satélites.

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Gato Branco

Fusca era um dos meus sonhos.
Meu Fusca era do ano de 1969, na cor branca, então
coloquei o apelido de "GATO BRANCO" - que era o
nome de um Jumento, da Fazenda do meu Pai.
Naquela época, só consegui realizar esse sonho, muito
depois de trabalhar bastante nos meus plantões aos
domingos, em São Paulo/SP.
Coloquei dois
incrementado.

faróis

de

neblina

para

deixá-lo

Coisas de um sonhador.

Dr Bolivar Leite Coutinho
Médico Alergista e Imunologia
CRM 4225

Fiz uma viagem à Paraíba, minha amada terra natal.
Na primeira noite em João Pessoa, estacionei na Praia
de Tambaú. Quando retornei para pegar meu Fusca,
uma surpresa! Tinham roubado os dois faróis.
Mesmo assim, fui muito feliz com meu Fusquinha.

Cheguei em Brasília no final de Dezembro de 1965.
Apesar de morar relativamente próximo do 1º HDB,
hoje Instituto Hospital de Base, onde trabalhava, sentia
a necessidade de um carro para o meu deslocamento
diário.
Em maio do ano seguinte adquiri um Fusca, cinza prata,
zero quilômetro, na Disbrave, o que me proporcionou
mais conforto no deslocamento para o trabalho e
possibilidade de divertir-me nas folgas.

Dr Eudes Fernandes de Andrade
Médico Urologista
CRM 426

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Em duas oportunidades fui a Campina Grande, dividindo
a direção com um primo. O que mais me impressionou
nessas viagens foi o deslocamento que sentíamos
quando por nós passava um caminhão carregado e
em alta velocidade. Fui muito feliz com esse veículo
e ainda hoje relembro os bons momentos que ele me
proporcionou!



Besouros

Toda história de quem teve Fusca começa sempre com
a célebre frase "Se meu Fusca falasse", e eu repito esse
refrão!!
Tive vários besouros, como eram também chamados.
Confiáveis e de fácil manutenção !
Teve um momento naquela época saudosa que me
vi proprietário de uns 4 ou 5 Fuscas. Até brincavam que
eu tinha uma mini frota.

Dr Ednildo B. Tenório
CRM 3396 - DF

de Lima

Ginecologista - Obstetra

São fatos diretos do túnel do tempo que marcam até
hoje as nossas mentes, com um Brasil bem diferente da
época de hoje !!!
Deus no comando!!

Dra Rosa Maria Cajueiro Tenório
de Lima - Clínica Geral
CRM
4067 -DF

Dr Ivan Malheiros
Médico Ginecologista
CRM 3595
O fusca entrou em minha vida como um presente! O
primeiro carro do estudante de medicina era um fusca.
Prêmio de ter passado no vestibular de medicina da UnB.
Não tenho mais as fotos e ele não tinha apelido. Era um
fusca amarelo claro, ano 1974, zero quilômetro.
Icônico!
Dá saudades em lembrar. Boas saudades. Bons tempos.
Havia muito futuro e pouca preocupação, até por nosso simples desconhecimento da tal
complexidade da vida, que um dia viria.
Éramos mais simples e muito felizes. Ainda somos, mas não como éramos, com tão pouco.
Boas lembranças com as primeiras divertidas e agitadas viagens de férias para o litoral sul
da Bahia, no fusca.
Transporte solidário com amigos e amigas estudantes de medicina do Plano-Piloto para
Sobradinho, no fusca.
Boas noites em festas indo e vindo na madrugada de Brasília, no fusca.
Belas lembranças da namorada, no fusca.
Mas o meu fusca, não fala.

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Julho | Agosto de 2020

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Dorinha Gonçalves

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T7EQ9JWWqVgkg7vc6

ORA DIREIS e LINGUA PORTUGUESA.

Poesia é prosa boa pra todo dia. Num carinhoso grupo de
Whatsapp, conversávamos sobre venda de imóveis. Até
que a corretora Josy Tosi, esposa do pediatra Dr Carlos
Jansen, tirou da cartola o clássico anúncio atribuído a
Olavo Bilac.
Conta -se que o dono de um sítio teria desistido de vendêlo após a descrição poética de Bilac!
" ...VENDE-SE encantadora propriedade, onde cantam os
pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por
cristalinas e marejantes águas de um ribeirão..."
Verdade ou não, a história caiu no gosto popular e é muito
usada para alertar sobre o valor que, por vezes, não damos
ao que possuímos.
A circunstância da conversa "no zap" foi boa para tirarme da acomodação, pois, a depender do meu gosto pelas
escolas românticas, eu correria o risco de nunca destacar
nesta coluna o mais famoso representante da escola
parnasiana no Brasil, com sua linguagem rebuscada, seu
vocabulário quase inacessível, banhado de formalidade,
defensor da literatura clássica e por isso denominado: o
Príncipe dos Poetas Brasileiros.
A falta seria grave. O carioca Olavo Brás Martins dos
Guimarães Bilac (1865 -1918), foi um dos fundadores da
Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira 15 da
instituição, cujo patrono é Gonçalves Dias.
Bilac é um daqueles poetas "constelação"! Com o rigor
parnasiano, mas cheio de lirismo!
Nacionalista ativo, autor da letra do Hino à Bandeira,
imbuído de atenções à literatura infantil e autor de alguns
dos mais populares poemas brasileiros, como os sonetos:

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Deixá-lo fora do Poesia Cura? Ora, direis, certo perdeste o
senso...
Ouvir Estrelas
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo,
Perdeste o senso!"
E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite,
enquanto a Via-Láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".

E pra provar que nossa língua torce o juízo dos amadores,
vejamos o que diz, sobre ela, nosso poeta, nesse soneto
que segue a rigor as normas clássicas da pontuação e da
rima.
Com uma dica! No trecho destacado, a expressão Última
Flor de Lácio, refere-se ao fato de a língua portuguesa ser
a última língua neolatina formada a partir do latim vulgar –
falado pelos soldados da região italiana do Lácio.
“...Última flor do Lácio, inculta e bela. És, a um tempo,
esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura,
a bruta mina entre os cascalhos vela..."



Dra Alba Mirindiba
Setembro chegou!
Com
o
astro-rei
a
brilhar
majestosamente no Planalto Central,
Nosso dia começa com um impagável
alvorecer.
Pode haver semelhante,
Mas não igual.
E, ao vislumbrarmos a amplitude da
Capital Federal,
Nos
deparamos
com
uma
entusiasmante realidade:
Estamos na época dos ipês.
Tão belos,
Encantam o nosso ser,
Tamanha a sua diversidade.

Vieram os rosas...
Agora, por todos os lados,
Aglomeram-se os amarelos.
Vestidos como de neve,
Os brancos já podemos ver.
Merecem ser contemplados.
Os verdes, por sua vez,
Estão,
entre
todos,
misturados.
É, setembro chegou!
Com suas flores,
Lindas e multicores,
O nosso coração alegrou.

Pandemia
Época de pandemia.
Peguei lápis e papel
Para expressar minha agonia
Em tempos de fel.
Pessoas aprisionadas,
Impostas ao isolamento social,
Longe das pessoas amadas,
Para evitarem esse mal.
Não podem ser tocadas:
Nem um aperto de mão,
Muito menos abraçadas.
Milhares contaminados.
Tantas vidas ceifadas...
Sem contar os desesperados,
Com tantas notícias do mundo,
Vindas de todos os lados.
A que ponto chegamos?
Estamos todos mascarados,
Sem alegria,
Com sorrisos ocultados,
Privados da liberdade de ir e vir.
Novos tempos.
Novo modo de viver.
Parada para refletir.

Isso é a nossa sina?
Não creio!
Pode ser estratégia divina
Para que paremos para pensar
Sobre o que temos feito,
Com nós mesmos,
Com o nosso semelhante,
Com a natureza.
Causa e consequência.
Nenhuma pessoa fica ilesa
Por seus atos impensados,
Por sua negligência.
Mas, Deus, estamos todos cansados
E também apavorados.
Tende misericórdia, Senhor!
Estende a nós o Teu favor,
Venha em nossa defesa,
Com tua armadura, capacete e
lança.
Salva-nos, socorra-nos!
Acaba esses dias de horror,
De nefasta tribulação.
Restitua-nos a esperança,
Mantenha-nos a chama acesa,
E ponha em nossa boca uma nova
canção.

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Dr Joseph Carvalho
Musa primordial

Conselho do outro lado da trincheira

Quando no passado nosso caminho
se cruzou
Em seus olhos havia amizade
E nos meus havia amor .

Hoje passei por uma experiência de valor,
Senti na carne a dor ,
Daquilo que fazemos com amor .

Amor impúbere ,
Cujo o medo de ouvir um não,
Travava as cordas
de sua
vocalização .

Nunca se esqueça por favor
Os acessos são as portas
Mas consegui los causam dor

Mas as curvas
do inclemente
relógio chamado vida,
Paralela nossa breve perpendicular
tornou
E a musa hoje tem orgulho
Sem saber o quanto a este poeta
ajudou.

Então anestesie ,sede ;
Use técnica e seja preciso por favor
Pois do outro lado tem alguém ,
E esse vai sentir apenas dor .
JMCarvalho

Pois não há pior tormento que o
silêncio
E não se tem bom poeta sem dor ,
Logo musa , ajudaste na essência
Para me tornar quem hoje sou .

Dra Myria do Egito
Suassunando
Alecrim
Alecrim dourado
Que nasceu no mato sem
ser semeado.
Também dourado é o
chão crestado
pelo sol rachado
do sertão sem fim .
Já se foi a vida
da terra doída
ficou só partida
no peito e no chão.
Vazio de mundo
Horizonte sem fundo
Que dói profundo

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Julho | Agosto de 2020

no meu coração.
E cerca a desgraça
o tempo que passa
Só a teima da raça
vence o sertão.
O som da viola
consola o pesar.
Sanfona de baixos eleva a
canção
que sobe em poeira
que nem oração.
Alecrim,
alecrim dourado
Semeia o cansaço
do meu caminhar.



Dr Marco Antônio Vieira Paschoal
Nem um, nem outro
Juntos como peças de mosaico ou
cacos de vitrais
Em um ente que se julga uno e único
E nada mais é que um amontoado de
pedaços de óvulos e espermatozoides,
Traços
combinados
per
omniasaeculasaeculorum.
Assim sou, assim somos,
Expressões do que foram tantos, antes
de nós,
Orgulhosos
de
qualidades
e
características herdadas
(Não sabemos de que herói ou
bandido),
Que nos chegaram de mãos beijadas:
Nada fizemos para merecê-las!
Dentro de nós, todo Bem e todo Mal de
gerações passadas,
Deus e o diabo em casas geminadas,
Na essência do ser humano, na alma da
Humanidade.

Romeu apaixonado
Anseio por revê-la
E tão lento passa o tempo!
Envolto pelas sombras da noite,
Ansiando pela luz do sol cavalgando o dorso das
montanhas,
Você é presença em mim,
À minha volta!
Afasta escuridão,
Mostra às luzes como brilhar
E, às flores, como enfeitar caminhos.
Talvez, eu não conhecesse o amor, suas belezas,
artimanhas e armadilhas,
Mas uma vez cativo,
Reconheci-o inteiro em você.
Não importa o tempo, não se esquece o amor,
Aprisionado o coração.
Não há estrela mais brilhante que seus olhos,
Canto mais suave que sua voz,
Rosa mais vermelha que seus lábios,

Não se trata de Deus, nem do diabo,
Mas, da natureza humana,
Por vezes insana, selvagem, impiedosa,
Outras
complacente
solidária,
bondosa,
Mercê do que habita nossa mente,
Cada fragmento de memória,
Cada experiência vivida,
Cada emoção vivenciada,
Sucessos, fracassos, temores,
Alegrias, decepções, tristezas, dores,
Mercê de hormônios singrando a
circulação,
Das batidas do coração,
Dos desejos que tentam a alma,
Dos fantasmas que povoam os
pesadelos.
A cor da pele, dos olhos, dos cabelos,
A quantidade de pelos, o peso, a altura,
Pouca ou muita gordura,
A inteligência, muita ou apoucada,
Muitas das doenças a serem sofridas,
Tudo listado, catalogado, arquivado
Nos braços de um cromossomo, num
gene qualquer
Herdade de um ancestral que viveu há
mil anos,
E de tantos outros ancestrais e tantos
outros genes,

Mel mais doce que seus beijos.
Em seu amor, mais delícias, mistérios e riscos que o
imaginável.
Você, mais que beleza, é calma, ternura, sedução,
fascínio,
Dá sentido à vida,
Ao tempo,
A cada maravilha que se revela,
Como se ali somente estivessem após você.
Você vive em cada poesia, cada canto,
E eu necessito como as flores à água
E o navegante às estrelas.
Você é meu presente
E suas mãos escrevem meu futuro.
Seu nome dá nome ao meu destino!
Sem você, resta o vazio
E, no vazio, a solidão,
O amargor de um veneno
Ou a frieza de um punhal.

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Dr Ronan Augusto
Não há (nunca!) grandiosa vida
Sem amor,
Sem dor,
Sem lida.
Sem paixão,
Sem temor,
Sem comida
A vida nunca é grande... É comprida.
(RAAHC, Dez. 2019)

Quando este mundo era um mar de
trevas
E o que era certo era sempre a
incerteza,
A Deus rogavam com o ardor das
rezas
Para seguir adiante - alegres, com

firmeza!
Atualidade plena... de convicções
incertas!
No horizonte... mais de um (des)
caminho!
Ciências
dúbias.
Trilhas
encobertas.
Já abjuram Deus, Nosso Maior
Padrinho.
Quando o sol não chega - e em
nossa casa é breu Cortinas abrem para entrar a luz.
A esperança é chama e a
descrença é o véu;
A hesitação é sombra... e o farol
é Jesus!
(R.A.A.H.C., Julho/2020)

Dr Miguel Jorge Safe Neto
Entretanto, não nego que florescia em minha mente a cada momento a ideia de
aceitar aquele convite que irradiava meu espírito de alegria, então senti que algo
especial me movia silenciosamente naquela direção. Quem sabe não estaria sendo
orientado por um divino sussurro para os meus passos seguir? Em raros momentos
assim a vida nos oferece uma sensação incomum desenhada pelo sentimento do
amor que nos embala e nos leva por onde for. Em outros momentos adversos é
possível sentir apenas uma estranha e fugaz sensação que pode corresponder a
uma imprevisível reação de alucinação. Vai ou racha? Então pela primeira vez resolvi
aproveitar a oportunidade única de poder realizar aquele desejo especial de viajar
pelos extratos do inconsciente em busca de um caminho que me indicasse uma
nova dimensão capaz de corresponder aos anseios de poder decifrar os segredos
que envolvem meus sonhos e fantasias. Era fascinante seguir o exemplo do velho e
solitário pescador do mar. Um belo dia enquanto navegava em sua jangada em mar
revolto, ele teria ouvido o sedutor cântico da sereia. Ali em meio às dificuldades e
tormentas, enfrentadas pelo velho pescador, ela dele se aproximou. Segundo narra
à lenda, sua formosa aparência constituída de metade de um peixe e a outra metade
formada por uma linda mulher, ela sem lhe dar tempo algum, o arrebatou em seus
braços e o levou para o fundo do mar...

*Extraído do livro que o autor está escrevendo.

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Dr J. Vera Cruz Vianna
As Mulheres

A Parceria Adequada

Estou sempre
ao lado
das mulheres.

És a pessoa
certa
para quem
lhe aceita
e lhe respeita.

E não é só
porque
eu tenho
três filhas
e uma neta
inteligentes
e lindas.
A mulher
consegue
ter uma visão
ampliada
e extensa
sobre qualquer
complicação.
Não tenho
a mínima
dúvida:
minha alma
é feminina.

Sendo
bem-vindo,
o amado ser
que lhe quer
como você é.
Quem gostar
e se importar
com você
pode até
se reprogramar,
para a vida
ao seu lado
gozar.
Quem perceber
que é afeiçoado,
terá todo cuidado
para permanecer
ao seu lado.
Uma boa regra:
só queira,
quem lhe queira.

Dr Mestrinho
Quantos saíram sem volta,

Quem partiu sem volta,

Sem convite partiram,

saudades deixou.

Pro desconhecido aventuraram,

Amigos, familiares ficaram órfãos.

Na labuta do dia

O país dos Heróis de branco na

batalharam o invisível,

vestimenta,

Salvaram tantos

napuresa, da ação,

Nada de volta tiveram,

conhecidos serão...

Mas dever cumprido,

Zé Mestrinho,

Retornaram contaminados

Poeta buscando visibilidade.

Curados reiniciaram lutando no escuro.

Brasilia, 14/set/2020.

Sem convite a covid contaminou.

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Dra Tatiana Chiara
Onde está o " nunca mais vou viver de forma acelerada"?
Cadê o " dessa vez o ser humano enxerga o que realmente
importa!"
E, de repente a guerra
quente esfriou, congelou no tempo, abarcou a história de
ponta a ponta.
Alguém viu o livro que deixei aqui? Aquele, que junto a
um outro sinalizaram a vontade do olhar para outro lado.
O mundo é fora ou dentro?
Quantos quilômetros ainda preciso percorrer dentro de
casa para ser o bastante?
O que fiz de mim?
Dias de uma calma tensão , quietude quase insustentável,
fique em casa... Se não tiver, construa a sua.
Agora preciso ser vista, senão nunca serei lembrada,
sim , agora mesmo na pequena tela que carrega na mão,
vestígios que me sintetizam e mostram,
estou aqui.
Não me esqueça, abraço.
Não me esqueça, amigo.
Aindo sou quem você me testemunhou SER.
Ainda estou aqui, com ou sem covid, tive muitas perdas,
uma em cada dia, outro dia te conto, uma delas foi o café
com bolo que tomamos juntos naquele charmoso café,
lembra?
Várias pequenas perdas em várias partes de mim.
Publico, protesto,
provoco.
Priorizo.
Privatizo, partilho, parti , protejo, permaneço nesse
itinerante espaço.
Não me esqueça!

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Julho | Agosto de 2020



CRÔNICA

Das Almas
Dr Wilson
As mulheres têm alma? Foi preciso que os bispos
católicos reunidos em um Concílio em Mâcon no ano
de 585, na Gália, decidissem, não por unanimidade ou
aclamação, que sim. Sendo a Gália terra de Asterix,
aquele baixinho inteligente, mas também um grande
gozador, a dúvida continua. Os gauleses são, de um
modo geral, grandes gozadores.
A verdade é que quando a alma abandona o corpo
com o qual ficou anos e anos como ”unha e carne”, tem
três caminhos a seguir: Inferno, Purgatório ou Paraíso.
Tinha. Recentemente o papa Bento XVI, declarou,
logo decretou, que o Purgatório não existe. Ele está
dentro de nós. Aquele Purgatório que conhecíamos
como o lugar onde esperávamos – já como almas e
na companhia de crianças não batizadas --as orações
de viventes para continuar subindo ao Céu ou suas
maldições para descermos ao Inferno, desapareceu.
É lamentável. De qualquer modo as almas continuam
abandonando os corpos – grande traição – quando
estes já não lhes servem mais. Segundo alguns
espíritas, quando se morre de repente elas ainda
ficam um bocado de tempo perambulando em volta
do corpo. Se houve uma doença que se prolongou,
elas partem imediatamente. E ainda: para um médium
entrar em contato com uma delas é preciso esperar
quatro anos. Por que não dois, seis ou vinte? São os
mistérios misteriosos...

Que cachorro tem alma não há dúvida. Basta olhar
dentro dos olhos de um deles. Os olhos são o espelho
d’alma...quem não tem alma e por isso não tem
coração é o boi. É só ouvir Sérgio Reis em O Menino
da Porteira, quando canta que no ranchinho beirachão uma mulher chorava e dizia: “quem matou meu
filhinho foi um boi sem coração...”
Há quem procure, desesperadamente, uma almagêmea. Como não têm certeza de existirem alma nas
mulheres, muitos homens buscam (e dizem encontrar)
em outros homens, sua alma-gêmea. Daí a origem da
homoafetividade. Nesses casos também há mistérios
misteriosos...
As almas-penadas são aquelas que na escuridão
das casas abandonadas – principalmente castelos –
arrastam correntes. Hoje em dia já não metem medo.
Dão pena...
Há uma expressão: “na bacia das almas”, usada
quando um sujeito ou uma empresa, pressionados
por falta de caixa, vendem por preço vil um bem
qualquer, como está fazendo a Petrobras com sua
bela refinaria em Pasadena (EUA), comprada a peso
de ouro...
Quando se diz que uma pessoa tem uma grande alma
é quase certo que a tal pessoa é feia, é feiosa. São os
caminhos, ou descaminhos, da oralidade... Mas é com
essa língua que a gente se entende.
Quanto a mim, politicamente incorreto, continuo
afirmando que as mulheres não têm alma. Têm
espíritos. Espíritos de porco...

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Julho | Agosto de 2020

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VOCABULÁRIO
MÉDICO

Inúmero ou
numeroso?
Inúmero é expressão vaga usada, em geral,
para ênfase, mas é imprópria em discursos
científicos por ser questionável seu uso
nesse contexto.
Em um artigo científico, escreveu-se que
a leishmaniose visceral “é encontrada em
inúmeros Estados do Brasil”, afirmação
inadequada, já que os estados não são
inúmeros e, se for feita uma pesquisa, o
número de estados em que ocorre a doença
poderá conhecido. Em um compêndio
escolar, consta: “Na lista que se segue,
incluímos inúmeras abreviaturas e siglas...”.
Nesse caso, as unidades poderão ser
facilmente contadas no rol.
Em rigor, inúmero significa que não tem
número, inumerável. Do latim innumerus, em
que o prefixo in indica negação, isto é, que
não há número, no sentido de inumerável.
Se os números são infinitos, pelos preceitos
da lógica e da Matemática – por exatidão
de sentido – todas as quantidades são
numeráveis (Paulo Flávio Ledur, Os Pecados
da Língua, v. I, 1999, p. 28), apesar de
haver quantidades sem conta, incontáveis,
infindas,
abundantes,
demasiadas,
múltiplas, de exponencial quantidade, de
número exponencial, não enumeráveis ou
incalculável, como as de estrelas, de átomos,
de folhas e de grãos de areia na Terra.
Também se pode dizer números inomináveis,
quantidade infinda ou sem fim.
Assim, inúmero é nome questionável, já todas
as quantidades têm número, embora este
possa ser inominável e incontável. Inexiste
o último dos números em matemática. Se
duodecilhão seja o numeral que expresse
um dos valores mais elevados conhecidos,

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Dr Simônides Bacelar

pode-se acrescentar duodecilhões de duodecilhões.
Número também quer dizer quantidade e, nesse
sentido, inúmero pode significar nenhum em última
análise, o que indica o número zero.
Na linguagem médica científica, podem ser evitadas
expressões ou frases como “Houve inúmeros
episódios de”, “Observamos em inúmeras ocasiões”,
“Vomitou inúmeras vezes”, “Foram vistas inúmeras
lesões polipoides no colo”, “A revista publicou
inúmeros trabalhos de qualidade”, “inúmeras lesões
na pele”, “Paciente com inúmeras uroculturas
positivas”, “inúmeros cálculos na vesícula” e similares.
Aqui, amiúde, “inúmeros” refere-se a quantidades
contáveis, isto é, o número existe.
O termo inúmero deve ser substituído, quando
possível, pela quantidade exata do que se refere
ou pela medida padrão de acordo com o método
específico de contagem. Na oração “A criança foi
operada inúmeras vezes”, por exemplo, se, numa
pesquisa adequada, a quantidade de operações
fosse determinada, a expressão inúmeras vezes seria
cientificamente inexata.
São também impróprios os termos inumerável e
sem-número. Pode-se usar a expressão numerosas
vezes, que, apesar de vaga, será menos imprópria.
Num relatório técnico formal, os termos grande
quantidade, uma porção de, farto, diversos, muitos,
uma infinidade de, grande número, número elevado,
infinitos, vários, incontáveis, uma infinidade de,
número incalculável e equivalentes devem ser usados
com parcimônia se não puderem ser evitados, tendo
em vista seu sentido vago.
Inúmero já está consagrado na língua em geral, o
que constitui patrimônio linguístico e não se há de
rejeitá-lo mesmo formalmente. Por aperfeiçoamento
redacional recomenda-se apenas evitá-lo como
nome preferencial em relatos científicos.



CINEMA

Sobre as serpentinas e tiros
no carnaval de Will Smith
A hora dos Bad Boys III
Por Dr Aloisio Bonavides

Carnaval de 2020. Chuva derramada, asfalto molhado,
noite propícia para fugir das escolas de samba e correr
até ao cinema. Enfim livre dos plantões, após cumprir a
jornada dentro dos hospitais por três dias, eu sugeri a
Mari um programa a sós no Cinemark. A intenção era
ver 1917, Bad Boys era o plano B. Ficamos na segunda
opção, pois a sala dos apaixonados pela I Guerra Mundial
estava lotada.
Pipoca nas mãos, um refrigerante geladinho para molhar
a garganta seca e muita vontade de assistir o filme. O
primeiro da trilogia foi o de 1995. Um clássico nostálgico.
O segundo, em 2003, foi um sucesso previsível. O
terceiro, este que assistimos. Os protagonistas realmente
envelheceram. Não é talco nos cabelos, ou velhice
cosmética de Holywood, as rugas são verdadeiras. E a
maturidade cênica dos atores também. Essa é uma das
diferenças. Atores, assim como os vinhos, depuram e
melhoram com o tempo. O charme para soltar piadas
na hora certa é uma qualidade de grandes atores. E
de excelentes diretores também, claro. Aqui funciona

muito bem, sincronicamente ao soco na cara. As
cenas são realmente empolgantes, com perseguições
de automóveis em um ritmo frenético, lutas bem
coreografadas e paisagens bem filmadas de Miami.
Mas não é uma sessão da tarde, é muito mais que isso.
É um filme de ação, com uma violência bem construída
e justificada, entremeada por um humor inteligente
e instigante. O exagero e a mentira, que parecem
superlativizar as ações dos heróis, são muito bem
aceitas e por que não dizer, desejadas.
O roteiro é o ponto forte, uma história surpreendente
que cruza a vida dos personagens e determina o
envolvimento do espectador do primeiro ao último
momento. Will Smith e Martin Lawrence convencem
em uma química fácil de ser percebida. O toque de bola
é de primeira. Até as pipocas ficam mais gostosas em
um filme como este. Diversão pura, sem complexidades
psicológicas em uma narrativa dinâmica e linear. Faz
pensar na vida e nas relações familiares. Não contarei as
surpresas que acontecem, a minha intenção é que o leitor
vá e assista. Os dois policiais, agora auxiliados por uma
jovem equipe operacional mais tecnológica, mantêm o
mesmo estilo, impetuoso, alegre e quase suicida. Para
quem gosta de relaxar com efeitos especiais e história
policial bem escrita, é um belo filme. Assistam.

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Julho | Agosto de 2020

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AO MESTRE COM CARINHO
Nesta edição, uma belíssima homenagem da médica intensivista Laura Marcondes
àquele que foi sua inspiração na escolha da medicina: o avô, também médico
intensivista e fundador da UTI do Hospital de Base de Brasília, Miguel Marcondes.
Por Dra Laura Marcondes Simões

Miguel Marcondes Armando formou-se no Rio de Janeiro. Vindo de família de
médicos especializou-se em cirurgia geral; foi pracinha, Segundo Tenente médico
na Força Expedicionária Brasileira, divisão de infantaria; casou-se com uma matogrossense que conheceu quando ambos estudavam na “Praia Vermelha”, ele
medicina, ela farmácia e bioquímica; mudou-se para Ponta-Porã, então Estado do
Mato-Grosso, hoje no Mato Grosso do Sul, por exigência do sogro, gaúcho bravo,
que além de não gastar pólvora em chimango, “não criara filha para casar e ir morar
longe”.
Em Ponta-Porã, reza a lenda familiar, operou uma vez à luz de faróis, tendo como
instrumentadora Dona Maria Parteira, que inclusive fez os partos de seus 3 primeiros
filhos! Fez grandes amigos e voltou-se para a agricultura, outra de suas paixões,
além, da medicina e da política.
Como muitos médicos do interior, terminou fazendo política partidária, tendo vindo
para Brasília em 1963, como suplente do Deputado Federal Wilson Fadul, também
médico, e compadre, que assumira o Ministério da Saúde no governo João Goulart.
Como parlamentar era favorável à intervenção do Estado na economia com a
finalidade de corrigir desvios de mercado e suplementar a atividade privada,
fornecendo oportunidades de investimentos.
Como parlamentar-médico, defendeu a indústria farmacêutica nacional, que
considerava estratégica para a defesa da Nação (e como temos hoje oportunidade
de verificar, em razão das dificuldades de insumos para enfrentamento da pandemia,
ele estava certo!).
Afastou-se da política em decorrência da ditadura, e assumiu então, a convite, a
implantação da primeira Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Distrital de
Brasília, atividade para a qual especializou-se no Hospital dos Servidores do Rio de
Janeiro.
O Plano de Saúde Bandeira de Mello, moldado em 1960, sob as luzes do pioneirismo
cultural da equipe de JK, previa a Fundação Hospitalar do Distrito Federal (FHDF),
subordinada à SES-DF e integrada por estruturas hospitalares de diferentes níveis
de complexidade, em cujo topo estava o Hospital de Base de Brasília, com seu
Centro de Tratamento Intensivo.
Chefiou a unidade até sua morte, em 25 de março de 1974, picado por uma cascavel,
quando em campanha para governador do Estado de Mato-Grosso.

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Julho | Agosto de 2020



ACADEMIA DE MEDICINA

MOREN
Oscar Mendes Moren

A prática da medicina constitui permanente gestão
de humanismo porque lida com o ser humano nos
seus momentos de maior dificuldade – agravos de
saúde – que gera graus variáveis de insegurança para
quem procura amparo.
O médico aprende, no banco escolar da faculdade,
como encarar a variedade de facetas diagnósticas e
terapêuticas necessárias para o bom desempenho
profissional. E a experiência que acumula ao
longo do tempo de trabalho permite otimizar esse
discernimento.
A medicina ocidental tem no grego Hipócrates seu
maior ícone. Até hoje, na ilha de Kos, na Grécia, existe
o plátano conservado por séculos, onde fazia seus
atendimentos, para asseverar que medicina é arte e
ciência. É arte pela essência do seu exercício e ciência
pelo acervo e uso do conhecimento.
Há pouco tempo o doutor Oscar Mendes Moren
nos deixou. Mas ficou, definitivamente, seu legado
representado pelo sistema de residência pediátrica
que montou, aperfeiçoou e ampliou no Hospital de
Base, tornando-se referência nacional. Os profissionais
que orientou perpetuarão esse magnífico trabalho.
Um dos aspectos que tem relevância no seu
amadurecimento é o do autoconhecimento que
desenvolveu, com informações de psicologia e
autoajuda, porque não tinha condições de efetuar
autoanálise, orientado por psiquiatra. Lembra

oportunamente que Freud, mentor da Psicanálise,
não foi analisado por outrem, mas por si próprio. Esse
autoconhecimento proporcionou-lhe maior domínio
de seus sentimentos e modificação no relacionamento
com os pacientes e seus responsáveis. A sua atividade
médica passou a se ocupar com o aspecto emocional
da criança e seus familiares.
A dimensão do autoconhecimento mostrou as
duas realidades que existiam: a interior (pessoal)
e a exterior (da sociedade). Proporcionou outra
dimensão profissional: a medicina que não lhe havia
sido ensinada e que permitiu avaliar o paciente com
maior abrangência. E isso é válido para todo exercício
da toda a medicina.
A autorreflexão do doutor Moren, permitindo
reconhecer suas virtudes e limitações, ainda o remeteu
à prática da pintura nas últimas décadas de vida, coisa
que acalentava desde a juventude. Fica, portanto, a
sugestão para que leiam o livro do Acadêmico Oscar
Mendes Moren da Academia de Medicina de Brasília
intitulado: A felicidade e a medicina que não me
ensinaram. Seguramente despertará aspectos da
real dimensão do que vivemos, mas nem sempre é
expressada.

Acadêmico José Ulisses Manzzini Calegaro
O autor é o Dr. José Ulisses Manzzinii Calegaro, cujo mini CV é:
Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da
Bahia, com especialização em Medicina Nuclear (CBR/AMB) e
Cancerologia (SBC/AMB); mestrado e doutorado pela Ciências Médicas
e Ciências da Saúde da UnB.

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R.T.: Dra. Regina Célia Duarte (CRM-DF 25352)

O câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre
as mulheres brasileiras. Em 2020, de acordo com estimativas

CÂNCER
DE MAMA

Quanto mais cedo
você descobrir, maior
a chance de cura.

do Instituto Nacional de Câncer (Inca), serão diagnosticados
66.280 novos casos no país, com 17.763 mortes.
Quando o tumor é identificado no estado inicial, as chances
de recuperação aumentam consideravelmente, bem como
o impacto na qualidade de vida das pacientes. Dos exames
disponíveis para diagnóstico do câncer de mama,
a mamografia é o método mais efetivo, por isso,
como recomendação geral, o rastreamento mamográfico
é indicado para mulheres acima dos 40 anos.
A Maternidade Brasília é especializada em saúde da mulher
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